Eleição de deputados federais

Ailton teme efeito da cláusula de barreira no PSOL

Candidato ao Governo do Estado diz, porém, estar otimista quanto ao pleito e destaca metas do PSOL no Ceará

01:00 · 12.09.2018
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Ailton Lopes, candidato do PSOL ao Governo do Estado, foi entrevistado, ontem, pela jornalista Danielly Portela, da TV Diário, para o 'Diário na TV' ( Foto: José Leomar )

Candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Ailton Lopes diz temer que a legenda deixe de existir caso não atinja o percentual mínimo de votos exigido pela cláusula de desempenho nestas eleições. Segundo candidato a governador entrevistado pela TV Verdes Mares e pela TV Diário, ontem, o socialista, porém, se mostrou otimista quanto ao pleito no Ceará, ao afirmar que o PSOL tem propósito não apenas eleitoral, mas também político nesta eleição, e pretende eleger até quatro deputados estaduais e um deputado federal.

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Entrevistado nos telejornais "CETV 1ª Edição", da TV Verdes Mares, e "Diário na TV", da TV Diário, Ailton Lopes reafirmou a defesa de uma "inversão de prioridades", caso seja eleito. Ele destacou ainda, dentre suas propostas, mais investimentos em Educação, Saneamento Básico e Segurança Pública. Hoje, o entrevistado pelas emissoras é General Theophilo, candidato do PSDB. Já amanhã (13) e sexta, Francisco Gonzaga (PSTU) e Hélio Góis (PSL) poderão expor suas propostas em entrevistas.

Ao Diário do Nordeste, porém, o candidato ressaltou que, mesmo que não atinja a cláusula de desempenho para deputado federal, a sigla continuará atuando, visto que o desaparecimento político, para ele, só ocorreria "se não estivéssemos nas lutas e nas ruas". No entanto, para Ailton, é "grave" a possibilidade de o PSOL não atingir o percentual.

"Se não atingirmos o 1,5%, não teremos direito de estarmos nos debates, não teremos programas do PSOL e nem acesso ao fundo partidário. Não teríamos mais liderança do partido e nem participação em comissão parlamentar. Isso é uma interdição na democracia, porque vão tirar a única oposição que existe hoje nos legislativos", afirmou.

O postulante destacou, ainda, que há dois propósitos em sua campanha: um eleitoral e outro político. "O eleitoral é vencer, não colocamos nossa candidatura para não vencer. Neste sentido, temos dialogado com as pessoas que recusam a política baseada no sequestro da democracia pelo poder econômico. O objetivo político é dar contribuição à história", disse. "Política se faz todos os dias, não somente em época de eleição. Estou voltando à candidatura por causas que a gente defende no dia a dia, em defesa do interesse público, da saúde, da cultura, da ciência e tecnologia", completou.

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