'operação Mimetismo'

Suspeito de golpe de R$2 mi na Previdência é capturado

Os detalhes da operação foram repassados durante entrevista coletiva, concedida na Superintendência da Polícia Federal, na tarde de ontem
01:00 · 11.01.2018
Na casa onde o paraense foi preso, uma coleção de relógios de luxo e R$30 mil em espécie foram apreendidos

Um paraense, líder de uma organização criminosa que há mais de seis anos fraudava benefícios da Previdência Social no Ceará, foi preso pela Polícia Federal (PF), com a deflagração da 'Operação Mimetismo', na manhã de ontem. O suspeito de dar um golpes de mais de R$ 2 milhões na Previdência Social, trazia pessoas idosas do Pará, para que pleiteassem aqui no Ceará o benefício assistencial LOAS, utilizando documentos falsos.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido em uma residência, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O nome do preso não foi revelado pela PF. No local da detenção foram apreendidos R$ 30 mil em espécie, mais de 20 cartões e uma coleção de relógios de luxo.

Também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo dois deles também no bairro Aldeota, e o outro na capital do Pará, Belém, todos por determinação da 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

Prejuízo

De acordo com a PF, a investigação inicial estima que o prejuízo provocado aos cofres da Previdência Social seja superior a R$ 2 milhões. As apurações foram realizadas por uma Força Tarefa Previdenciária, formada pelas Delegacias de Combate aos Crimes Previdenciários (Deleprevs) das Superintendências da Polícia Federal do Ceará e do Pará e pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (Coinp).

A sequência da investigação pode levar à prisão de mais suspeitos, inclusive das pessoas que atuavam como articuladores entre o comando da organização criminosa e as pessoas que pleiteavam o benefício de forma fraudulenta. Os investigados podem responder aos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Luxo

O suspeito veio do Pará foragido. No Estado do Norte há um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele, por conta de práticas semelhantes a que ele foi capturado no Ceará. De acordo com um investigador que participou da 'Operação Mimetismo', que preferiu não se identificar, o paraense ostentava uma vida de luxo, morando em um bairro nobre de Fortaleza e possuindo veículos e produtos caros. "Ele estava com um padrão de vida muito mais alto do que tinha no Pará", revelou o investigador.

Em contrapartida, as pessoas trazidas do Pará, que emprestaram o nome ao suposto golpista, de forma consciente, eram abandonadas em condições de extrema pobreza. Parte delas foi localizadas pela Polícia Federal, na Praia do Futuro, vivendo no prédio da antiga boate 'Scalibu', que está abandonado.

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