Suspeito da morte de Gaia é liberado - Polícia - Diário do Nordeste

turista italiana

Suspeito da morte de Gaia é liberado

Crime de latrocínio (roubo seguido de morte) foi descartado na linha de investigação da Polícia Civil

00:00 · 28.12.2014
A turista Gaia Molinari estava em Jericoacoara a passeio. Seu corpo foi encontra do por um casal de turistas em uma região de pouco acesso. Polícia investiga, agora, a possibilidade de envolvimento de um italiano no crime. ( FOTO: REPRODUÇÃO )

Foi liberado ontem, após prestar depoimento e passar por exames periciais, o homem apontado inicialmente como suspeito da morte da turista italiana Gaia Barbara Molinari,29, em Jericoacoara. A Polícia Civil descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

De acordo com informações da Polícia Civil, a Polícia Militar deteve o suspeito, que foi encaminhado à sede da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), onde o caso é investigado. A delegada-adjunta, Patrícia Bezerra, colheu depoimento dele e de uma testemunha. O homem ainda foi encaminhado à sede da Perícia Forense, onde realizou exames e foi liberado. Ainda segundo a Polícia Civil, não existiram indícios suficientes para a prisão em flagrante.

O advogado Walmir Medeiros, que atende o vice-consulado italiano em Fortaleza, informou que a família foi comunicada oficialmente da morte de Gaia. Os parentes devem chegar ao Aeroporto Pinto Martins de Fortaleza ainda neste sábado (27). A delegada Patrícia Bezerra está em Jericoacoara e possui um principal suspeito, conforme informou o advogado.

Um funcionário da embaixada em Brasília foi mandado pelo Ministério das Relações Exteriores para acompanhar o caso. O resultado do laudo da necropsia foi apresentado ontem pelo médico legista, que apontou a causa da morte como asfixia por estrangulamento. Gaia apresentava também marcas de cordas nas mãos, o que indica que foi amarrada. Porém, o corpo foi encontrado ainda sem rigidez cadavérica, que mostra uma diferença de pouco tempo entre a morte e o achado de cadáver. A delegada informou que o laudo não foi concluso em relação a crime de estupro e que foi recolhido material para análise.

Novo suspeito

A linha de investigação da Polícia Civil está apontando um outro suspeito, que seria estrangeiro. Porém, a identificação e o tipo de envolvimento que esse homem teve com Gaia não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Em seu depoimento, a carioca Mirian França, que viajou para Jeri com Gaia, teria fornecido aos policiais civis subsídios para a nova linha de investigação.

Jericoacoara

Em Jericoacoara, os empreendedores se organizaram em redes sociais para uma pequena homenagem à turista neste sábado (27). Um dia de silêncio, sem música, em respeito aos familiares da mulher assassinada. A proprietária da pousada Nova Era, onde Gaia esteve hospedada, divulgou que a italiana já havia feito o check-out no estabelecimento. Já no Hostel Refúgio, em Fortaleza, Gaia deveria ter voltado na sexta-feira (25).

Gaia fazia um "mochilão" pela Europa e também trabalhou com crianças. Ela chegou a Fortaleza por meio de um site que cadastra pessoas que trabalham em hostel em troca de hospedagem. A italiana conheceu a carioca Mirian, que estava à passeio em Fortaleza. A nova colega de Gaia estava hospedada no hostel Refúgio, e comentou que viajaria para Jericoacoara. A mãe de Mirian viajaria do Rio de Janeiro para Fortaleza, mas desistiu do passeio, então a carioca chamou Gaia para acompanhá-la. A hospedagem já estava reservada para um quarto de casal e a italiana não teria gastos.

Segundo a delegada Patrícia Bezerra, durante a estada que durou cinco dias, as duas saíram a passeio. As duas haviam marcado um encontro para embarcarem juntas, mas Gaia não apareceu. Então, a carioca Mirian teria resolvido viajar até Canoa Quebrada, onde foi localizada pela Polícia e levada à Deprotur, onde prestou depoimento.

Gaia foi encontrada morta na praia trajando apenas biquini e com uma mochila que continha uma cópia do passaporte e chicletes. O corpo apresentava vários hematomas no rosto, pescoço e nas pernas.

Jéssika Sisnando
Especial para polícia

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