Cecília Rachel

Sete acusados do latrocínio de universitária são denunciados

01:00 · 04.05.2018
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Cecília Rachel Moura era estagiária da 3ª Promotoria de Justiça Auxiliar do Crime do MPCE e do Núcleo Criminal do Ministério Público Federal (MPF)

Os sete acusados de matar a estudante universitária Cecília Rachel Gonçalves Moura, de 23 anos, foram denunciados, ontem, pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). A jovem foi vítima de latrocínio, no último dia 12 de abril, no bairro Parque Manibura.

Segundo o MPCE, os suspeitos foram denunciados à Justiça por estarem diretamente ligados ao assassinato. Os acusados são Rodrigo Barbosa de Moura; Leonardo Lima do Nascimento; Antônio Honorato Pinheiro Macedo Filho; Jefferson de Sousa Rodrigues; e Geanderson da Silva Barbosa, apontado pela Polícia Civil como autor do disparo que atingiu a cabeça de Cecília.

O grupo também deve responder pelos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e por integrar organizações criminosas. Outras duas mulheres também foram denunciadas. São elas Antônia Alexandre do Nascimento, esposa de Jefferson; e Jéssica Ferreira Oliveira, que, segundo a investigação, repassava informações sobre a movimentação da Polícia na área.

A Instituição solicitou que todos os denunciados respondam ao processo presos. O Ministério Público argumentou que alguns deles já haviam passado por audiência de custódia e tinham sido soltos mediante monitoramento eletrônico. Para a acusação, a adoção de qualquer medida cautelar alternativa à prisão, no caso, é inútil.

Segundo o titular da 8ª Promotoria de Justiça Criminal de Fortaleza, Felipe Diogo Frota, "os crimes foram elucidados. Todas as hipóteses aprofundadas, não havendo mais nenhuma dúvida de que o fato principal se tratou de um lamentável latrocínio", destacou.

O órgão afirmou aguardar o pronunciamento da Justiça, acerca da denúncia. Cecília Rachel Moura era estagiária da 3ª Promotoria de Justiça Auxiliar do Crime do MPCE e do Núcleo Criminal do Ministério Público Federal (MPF).

Reincidência

Poucos dias após o latrocínio, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou que a quadrilha costumava agir nas proximidades do Parque Manibura. Os suspeitos tinham como objetivo principal roubar veículos, que seriam revendidos a outros criminosos.

A estudante foi abordada por dois homens e, segundo apuração da Polícia Civil, tentou fugir do assalto, mas foi lesionada por um tiro fatal. Ela perdeu o controle do carro, que parou ao se chocou contra um muro.

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