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Segurança Pública terá laboratório em 2020

O equipamento deve integrar dados e ser o maior da América do Sul. Ele funcionará na atual sede da PRF-CE

Autoridades da Segurança Pública e políticos estiveram presentes na solenidade do lançamento da pedra fundamental do equipamento ( Fotos: Kléber A. Gonçalves )
01:00 · 06.07.2018 / atualizado às 01:26 por Emanoela Campelo de Melo - Repórter
O Laboratório de Segurança vai funcionar como um centro acadêmico, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC)

Com objetivo de desenvolver métodos para reduzir a violência, autoridades apresentaram, ontem, o projeto do maior Laboratório de Segurança Pública da América Latina. O equipamento, que deve ser inaugurado no Ceará até 2020, terá como endereço a atual sede da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF-CE), localizada no bairro Cajazeiras.

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Apesar do prazo longo e incerto, durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental para a construção do Laboratório Integrado de Segurança Pública (Lisp), o governador do Ceará, Camilo Santana e o ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, afirmaram que os trabalhos já vêm acontecendo em endereços distintos.

De acordo com Camilo, o propósito do Lisp é integrar dados e pesquisas de Segurança em um único espaço, para também facilitar a troca de experiências. Presente no evento de apresentação, Jungmann informou que o Governo Federal disponibilizou R$ 15 milhões em recursos para equipar o laboratório.

"Esse dinheiro está disponível, está em caixa e podemos fazer o processo de licitação rapidamente. Quando essa obra e todos equipamentos estiverem aqui teremos o Big Data mais avançado e mais moderno da América do Sul. Isso representa o pioneirismo e dedicação do Governo Estadual, que busca enfrentar, também com tecnologia, problemas que não são só do Ceará", disse o ministro.

O Big Data, ao qual Raul Jungmann se refere, veio a partir dos bons resultados do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia), voltado para a recuperação de veículos roubados. A ferramenta é utilizada pela PRF, em parceria com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), desde o mês de maio do ano passado.

A previsão da Pasta é que o laboratório custe cerca de R$ 100 milhões. Além deste valor, outros R$ 20 milhões _ sendo R$ 8,5 disponibilizados pelo Estado _ estão sendo investidos no pagamento de bolsas para pesquisadores ligadas à Universidade Federal do Ceará (UFC), que já atuam no projeto Segurança Pública Integrada (SPI).

"Sempre cobrei a integração federativa. Este é um marco importante. Esse laboratório vai ser importante para todo o País", disse Camilo Santana. Raul Jungmann reiterou o pensamento do chefe do governador e acrescentou que o laboratório representa "um novo patamar de combate ao crime, não só para o Ceará, mas para toda a região".

Parceria

Aloísio Lira, policial rodoviário federal e coordenador do projeto SPI, afirmou que o Big Data deve começar a operar já no próximo mês de agosto. Segundo Lira, quando agregados todos os dados das Inteligências dos órgãos, o trabalho da Polícia deve ser facilitado e a população poderá participar de forma mais direta das investigações.

"O processo da Segurança Pública é muito complexo. Nesse laboratório serão traçadas estratégias não só na ação policial, mas de cultura, ação social, que possam vir a diminuir essa visão que insegurança só se resolve com Polícia. O laboratório vai funcionar como um centro acadêmico, em parceria com a Universidade Federal do Ceará. A ideia é agregar toda essa mão de obra qualificada. Nossa vontade é fazer com que os estudos da Segurança Pública estejam abertos para a sociedade e todos percebam que Polícia não é dona da verdade", destacou Lira.

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