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Secretário da Educação é indiciado

01:00 · 05.06.2018

O secretário da Educação de Itapajé, Vilemar Braga Marinho, foi indiciado pela Polícia Civil do Estado em decorrência das investigações relativas à Operação 'Educação do Mal', deflagrada em 9 de maio deste ano. A ação apurou ações ilícitas de servidores da Secretaria, que estariam modificando notas de alunos da Escola Padre Manoel Lima e Silva a fim de não diminuir os índices estadual e federal da Instituição de ensino e da cidade de Itapajé, consequentemente

Além do secretário, foram indiciados ainda Jurinaldo Oliveira de Meneses, diretor da Escola Padre Manoel Lima e Silva; Antônia Joína da Costa Ávila, técnica administrativa da instituição; e Idalina da Silva Bastos, coordenadora do colégio.

Três servidores da Secretaria já haviam confessado o delito no dia das diligências, de acordo com o titular da Delegacia Municipal de Itapajé, André Firmino. Contudo, ainda faltava o depoimento do secretário municipal.

Conforme a Polícia, as notas eram alteradas no Sistema Integrado de Gestão Escolar (Sige) - onde as resultados são computados - para que não houvesse uma diminuição no valor repassado à escola através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Governo Federal. "Era um verdadeiro esquema criminoso para facilitar a aprovação dos alunos. Porque uma vez que ocorra uma índice de reprovados muito alto, os valores do Ideb, nas três parcelas anuais que o município tem direito, elas viriam bem menores. Esse ano essa escola receberá três parcelas de R$ 7 mil, se as reprovações tivessem entrado, o valor cairia para R$ 1 mil, R$ 2 mil", revela o delegado André Firmino.

País

Segundo o delegado, o crime prejudica o funcionamento da educação no País, e não ocorre apenas no Ceará. André Firminio avalia a situação como "uma prática nociva que põe em xeque toda a educação da cidade, do Estado e do País. É uma prática que, eu não tenho a menor dúvida, abrange outros estados", completa o delegado. Firmino revela ainda que o Sige autoriza a aprovação de alunos que somaram 22 pontos durante o ano, embora a pontuação normal do ano escolar ser de 24 pontos - uma média de 6 por bimestre.

Os suspeitos são investigados por associação criminosa, prevaricação, inserção de dados falsos em sistema de administração pública, condescendência criminosa e exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado. Segundo André Firmino, eles ainda poderão responder por supressão de documentos públicos. "O inquérito já está relatado, e hoje, eu remeterei à Justiça", finaliza o delegado.

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