Aerolândia

Rapto de criança de 4 anos segue sem solução

Não há notícias de Débora Oliveira. Os suspeitos de terem levado a criança da rua não foram presos

As buscas começaram logo após a Polícia tomar conhecimento do sequestro da pequena Débora, que brincava na rua com outra criança ( Foto: Naval Sarmento )
00:00 · 29.03.2017 / atualizado às 09:31
Ontem, testemunhas e a mãe da criança foram ouvidas pela Polícia Civil, na tentativa de esclarecer os motivos do desaparecimento ( Foto: Helene Santos )

A motivação do rapto de Débora Lohany de Oliveira, de quatro anos, permanece sem resposta. Até o momento, a menina ainda está desaparecida e a Polícia segue várias linhas de investigação. "Tem muita história, mas por enquanto são especulações", revela uma fonte ligada às investigações. Dentre as hipóteses seguidas pelos policiais, está a de um crime sexual. No entanto, não havia nada conclusivo até o fim da noite de ontem.

O andamento das apurações mostram contradições entre versões apresentadas. "Tem muita gente dizendo que viu, mas o que estranha é que ninguém tenha feito nada. Uma criança está sendo raptada e ninguém se mexe?", afirmou a fonte. A mãe da criança foi até a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) fornecer informações para um retrato-falado do suspeito. Porém, a fonte informou que a imagem não deverá ser divulgada, porque não foram fornecidas características claras.

Na tarde de ontem, ela esteve na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) para ser ouvida pela delegada Ivana Timbó.

Ainda ontem, uma testemunha do rapto também foi levada à Dececa. O homem que foi apontado como suspeito pelos moradores, foi ouvido e liberado. "Não há nada contra ele até o momento. Foi vítima de uma divulgação irresponsável da imagem dele", disse o investigador. O homem foi ouvido, levado até a Pefoce para um exame de corpo de delito e depois autorizado a deixar a Delegacia.

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Débora Lohany de Oliveira, de quatro anos, foi levada por uma pessoa ainda não identificada pela Polícia 

Sobre a possibilidade de que um traficante tenha envolvimento com o rapto da criança, um conhecido da família se manifestou negando a versão. Evandro Araújo, cunhado da mãe da vítima, disse que a mãe de Débora não é usuária de drogas e ressalta que o pai da menina está preso. "Isso não existe. Ela não é usuária de drogas. O pai da menina está preso e há anos eles estão separados. Não é vingança. Todo mundo mora perto, quando não acharam a Débora chegaram a ligar para mim e minha esposa perguntando se a gente estava com ela, dissemos que não e começamos a procurar".

Buscas

Vista pela última vez por volta das 19h da segunda-feira (27), as testemunhas contam que a menina foi levada quando brincava próximo a sua residência junto a outra criança, na esquina da Rua do Alecrim, na Aerolândia. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), prevalece o desaparecimento da vítima e as buscas se concentram na região do Lagamar, com uso de barcos, helicóptero e cães farejadores.

Ana Cristina da Silva Assunção, cunhada da mãe de Débora, disse que mora na mesma rua da menina e conta que estava em casa quando tudo aconteceu. "Ela estava brincando na rua, correu para a esquina às 19h30. Foi questão de minutos. A mãe dela foi procurar e uma mulher na avenida disse que viu um rapaz vestido todo de preto pegando ela, até pensou que era conhecido, porque viu que ela olhou assustada, mas não chorou. Contaram para a gente que ele atravessou com ela no sentido ao matagal e saiu andando por lá", afirmou Ana Cristina.

Desde então várias patrulhas da PM foram mobilizadas para iniciar as buscas e os próprios moradores da área próxima onde a criança morava se mobilizaram para procurá-la. Nas redes sociais a foto da menina foi espalhada, no entanto não há notícias dela até agora.

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