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Quase 2 mil assassinatos já foram registrados em 2018

01:00 · 08.06.2018 / atualizado às 01:47
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Os levantamentos divulgados pela Pasta mostram que a grande maioria dos CVLIs são motivados pela guerra entre facções criminosas rivais ( FOTO: REINALDO JORGE )

As quase duas mil mortes no Estado do Ceará nos cinco primeiros meses de 2018, segundo os registros da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), englobam também os casos de latrocínio. Dentre os 372 homicídios contabilizados em maio deste ano, está o da estilista Nayana Mara Costa Araújo, de 32 anos.

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Nayana foi assassinada no último dia 14, no bairro Parangaba, quando saía do trabalho. Testemunhas revelaram à Polícia que ouviram gritos e pedidos por socorro, segundos antes dos disparos de arma de fogo ecoarem. Dois dias depois, a Polícia capturou uma dupla de suspeitos de participação no crime.

Outros latrocínios recentes comoveram os moradores de Fortaleza, como o do empresário e diretor do Fortaleza Esporte Clube, Roberto Mamede Studart Soares; e da estudante universitária Cecília Rachel Gonçalves Moura. Studart foi vítima de um assalto, do tipo 'saidinha' bancária, na Avenida Santos Dumont, bairro Papicu. Já a estudante, foi alvejada no Parque Manibura, em uma tentativa de roubo do veículo dela.

Facções

Apesar dos latrocínios, os levantamentos divulgados pela Pasta mostram que a grande maioria dos CVLIs são motivados por uma guerra entre facções criminosas rivais. Em meio à disputa por território para traficar drogas, a insegurança acomete vítimas de diversos perfis sociais.

Somente nos primeiros meses deste ano, a SSPDS registrou quatro chacinas. Um destes episódios, a maior matança do Estado, aconteceu em janeiro de 2018, quando 14 pessoas foram assassinadas no 'Forró do Gago', no bairro Cajazeiras. No mesmo mês, a Cadeia Pública de Itapajé foi cenário da segunda maior chacina do Ceará. Dez internos foram mortos na unidade prisional, em uma briga de facções.

Força-tarefa

Após os casos de extrema violência, chegou ao Estado uma força-tarefa federal enviada pelo presidente da República, Michel Temer. Há quatro meses em atuação, já estaria dando resultados considerados expressivos, mas que ainda não poderiam ser revelados, conforme afirmou o titular da SSPDS, André Costa, na posse da nova superintendente da Polícia Federal no Ceará, no dia 22 de maio último.

Outra promessa com objetivo de reduzir crimes foi a instalação do primeiro Centro Regional de Inteligência da Polícia Federal do Nordeste, no Ceará. Porém, o diretor-geral da PF, delegado Rogério Galloro, disse que a inauguração do equipamento deve acontecer até o fim deste ano, mas sem uma data certa.

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