Beneficio previdenciário

Quadrilha pode ter fraudado até R$ 9,4 mi

De acordo com investigações da 'Operação Mimetismo', os suspeitos agiam no Ceará e no Pará

Segundo a Polícia Federal, os criminosos fraudaram 103 benefícios previdenciários e 20 contas bancárias, que teriam movimentado valores decorrentes de pagamentos efetuados indevidamente pelo INSS ( Foto: Cid Barbosa )
01:00 · 27.06.2018
Ao todo, 16 policiais federais participaram do cumprimento dos mandados, expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal ( FOTO: MARIVALDO OLIVEIRA / FOLHAPRESS )

Uma quadrilha que fraudava benefícios previdenciários pode ter causado um rombo de até R$9,4 milhões aos cofres da Previdência Social, segundo a investigação da Polícia Federal (PF). A segunda fase da 'Operação Mimetismo' foi deflagrada, ontem, e cumpriu mandados judiciais no Ceará e no Pará.

De acordo com a PF, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, sendo um deles em uma unidade penitenciária do Ceará, onde já está detido o chefe da quadrilha; e dois no Estado do Pará. Além disso, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo um em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e três em Belém (PA).

O chefe da organização criminosa foi o único preso na primeira fase da operação, deflagrada em 10 de janeiro deste ano, em uma residência, no bairro Aldeota, na área considerada nobre de Fortaleza. O nome do suspeito não foi revelado pela Polícia Federal, mas o Diário do Nordeste apurou que ele é paraense e levava uma vida luxuosa na capital cearense.

A segunda fase da ofensiva aconteceu, simultaneamente, nos dois Estados. Ao todo, 16 policiais federais participaram do cumprimento dos mandados judiciais expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsificação de documento público e particular, falsidade ideológica, uso de documentos falso e lavagem de dinheiro.

Durante as apurações da 'Operação Mimetismo', os investigadores verificaram que os criminosos fraudaram 103 benefícios previdenciários e 20 contas bancárias, que teriam movimentado valores decorrentes de pagamentos efetuados indevidamente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Prejuízo

Os policiais federais apuraram também que o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 7,6 milhões, mas o número pode chegar a R$ 9,4 milhões, segundo a PF. "Além das prisões preventivas foram sequestrados os valores nas contas bancárias, bem como o bloqueio dos benefícios tidos como fraudulentos", destacou o órgão, em nota.

As investigações foram realizadas pela Força Tarefa Previdenciária, formada pela Delegacia de Combate aos Crimes Previdenciários no Ceará e pela Coordenação de Inteligência Previdenciária no Ceará, com apoio da Delegacia de Combate aos Crimes Previdenciários no Pará.

A Operação foi batizada de 'Mimetismo' em referência à habilidade que alguns seres possuem de se camuflar, objetivando se esconder de seus predadores, conforme explicou a PF.

O líder da organização criminosa já era investigado em vários inquéritos policiais, por suposta participação em crimes no Ceará e Pará.

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