legítima defesa

Policial é liberado após matar PM

01:00 · 03.05.2018
Image-0-Artigo-2395495-1
Após uma discussão, em uma barraca na Praia do Futuro, o inspetor de Polícia Civil baleou o PM. O militar foi socorrido, mas morreu após dar entrada no IJF

O policial civil Egberto Setúbal Freitas, 25, suspeito de matar a tiros um sargento da Polícia Militar, na noite de terça-feira (1º), foi liberado, ontem, após socorrer o PM e se apresentar ao 9ºDP (Praia do Futuro). A vítima, identificada como Francisco Bonivarde Castelo Branco Naum, 28, era sargento e morreu pouco tempo depois de dar entrada no Instituto Doutor José Frota (IJF).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol-CE), Lucas Oliveira, antes de saber que a vítima era um PM, Freitas já havia prestado socorro. No caminho ao hospital, o inspetor teria avistado uma viatura da PM e informado que o homem ferido se tratava de um militar. Egberto Freitas teria pedido que fosse feita uma escolta até o IJF.

"Ele se identificou como policial civil. Foram para o 9ºDP e depois para a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) da Controladoria Geral de Disciplina (CGD). O delegado do 9ºDP disse que vai fazer procedimento por portaria. O policia civil disse que agiu em legítima defesa", afirmou Lucas Oliveira.

Ocorrência

Conforme o Sinpol, os envolvidos estavam em uma festa na Praia do Futuro e, horas antes dos disparos, discutiram. A discussão teria sido motivada porque uma amiga do sargento desconfiou que estivesse sendo fotografada pela esposa do inspetor.

Houve uma discussão acirrada entre os dois servidores da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que terminou no tiroteio. Apenas o PM ficou ferido. Por meio de nota, a SSPDS informou que um "inquérito foi instaurado na DAI da CGD, para apurar a conduta do policial civil.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.