Guerra de facções

Polícia apreende granada no Lagamar

01:00 · 12.09.2017 / atualizado às 14:48
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A quadrilha arremessou a granada próximo à casa onde mora um filho de 'João Presinha', mas o artefato não detonou. Em seguida, o grupo matou um homem

Uma granada foi apreendida pela PM na comunidade do 'Lagamar', bairro São João do Tauape, na madrugada de ontem. Segundo o comandante da 3ªCia do 8ºBPM (Meireles), major Hideraldo Bellini, o artefato foi arremessado contra a residência da família de João Bosco da Rocha, o 'João Presinha', apontado como líder da facção Guardiões do Estado (GDE), na região.

Conforme Bellini, cerca de oito homens não identificados, divididos em dois veículos, seriam os autores do ataque. O grupo seria membro da facção Comando Vermelho (CV) e moraria na comunidade 'Cidade de Deus', vizinha ao 'Lagamar'.

A quadrilha arremessou a granada próximo à casa onde mora um filho de 'João Presinha', mas o artefato não detonou. Na sequência, o grupo matou a tiros um homem identificado apenas como 'Cristiano', que tinha passagem pela Polícia por tráfico.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) foi acionado e desarmou a granada, que foi apreendida em seguida. Nenhum suspeito de participar da ação criminosa foi localizado.

'João Presinha'

João Bosco da Rocha concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, no último dia 11 de agosto, quando negou ser líder da GDE e afirmou nunca ter matado nem mandado matar ninguém. Ele conta que, há mais de 10 anos, está afastado de atividades criminosas.

"Eu nunca matei ninguém, não sou chefe de GDE, não sou nada. Sou uma pessoa de bem, não tenho nada a ver sobre o que tá acontecendo aí. Moro há 45 anos lá [Lagamar]. Nunca prejudiquei ninguém, nunca derramei sangue de ninguém. Essas coisas que tá (sic) correndo na rede social, que a Polícia bota, não tenho nada a ver com isso. Eu convivo ali no Lagamar, ajudo as pessoas, morei lá direto. Se a Polícia quiser me investigar, me investigue", enfatizou.

'João Presinha' já foi alvo de um atentado, no último dia 8 de junho. Cerca de 15 homens armados foram até uma residência dele, no município de Aquiraz. Entretanto, a Polícia Civil estava investigando o plano e se antecipou aos criminosos. Quatro suspeitos acabaram mortos e três foram presos, em um confronto.

Quando 'João Presinha' foi entrevistado, a reportagem também ouviu uma fonte da Polícia Militar, que preferiu não se identificar e afirmou que o homem de 52 anos teria passado a liderança da GDE para os filhos. "Ele não é o líder da GDE no Estado, mas no 'Lagamar' são os filhos dele. E quem financia é ele. Um dos filhos está preso por tráfico de drogas, outro está em liberdade condicional por um homicídio praticado no Carnaval deste ano e outro estaria com prisão preventiva", destacou.

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