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PM sai do serviço de rua, após atirar contra pedagoga

Giselle Araújo Távora chegou a ser socorrida e encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu ao ferimento ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )
01:00 · 15.06.2018

O soldado PM que atirou contra o automóvel em que estava a pedagoga e estudante universitária, Giselle Araújo Távora, durante uma abordagem, na Avenida Oliveira Paiva, no bairro Cidade dos Funcionários, foi afastado de suas funções de rua. A informação foi confirmada por um oficial da Polícia Militar, que integra a cúpula da Corporação. O militar disse, também, que os outros integrantes da patrulha, que interceptou o HB20 em que a vítima estava, não sofreram sanções, por enquanto.

Conforme o oficial, o soldado vai ser lotado nos serviços administrativos da PMCE, enquanto responde ao Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança e do Sistema Penitenciário (CGD) e a um procedimento aberto pelo Comando da PM. "Militares têm um regime diferenciado de civis. Além de sermos submetidos à Controladoria, por integrarmos as Forças de Segurança do Estado, ainda respondemos ao Comando".

O oficial pontuou que não considera o fato um sintoma de despreparo da Polícia, em geral. "Não se pode dizer que a PM é despreparada, por um ato cometido por um policial. Ele estava em uma moto em movimento e resolveu atirar. Foi uma decisão, que pode ter sido motivada por nervosismo ou inexperiência. O caso é lamentável, uma tragédia e isso é muito claro, mas a Polícia não costuma agir assim. A sociedade não precisa ter medo de nós", considerou.

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