confronto entre pm e assaltantes

Perseguição policial termina com inocente morto a tiro

01:00 · 08.05.2018
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Wellington Matias de Souza, de 33 anos, foi atingido por um tiro nas costas após o projétil ultrapassar o porta-malas e o banco do condutor do carro, um Honda Civic

Uma perseguição policial iniciada e finalizada na manhã do último domingo (6) resultou na morte do gerente de call center Wellington Matias de Souza, de 33 anos. O homem foi morto em decorrência de uma troca de tiros entre policiais militares e um grupo de assaltantes que haviam realizado roubos nos bairros Montese e Vila União.

O gerente de call center estava na Rua Paraíba, no bairro Demócrito Rocha, e havia saído para colocar gasolina no veículo que dirigia, segundo a família. Enquanto esperava o semáforo mudar de cor para dar partida, ele foi atingido por um disparo, cuja projétil ainda não foi identificado se pertencia a arma dos policiais ou aos assaltantes.

"Eu não sei se era a hora dele, ou se ele tava no lugar errado, na hora errada, infelizmente, houve uma fatalidade, houve um erro, não sei de onde, não posso dizer nada, eu não tenho prova de nada. Ainda temos que esperar o laudo cadavérico, o exame de balística para saber tudo isso", afirmou a mãe de Wellington Matias, Fátima Maria de Souza, em entrevista à TV Verdes Mares, na manhã de ontem (7).

Segundo a mãe, as informações repassadas a ela indicam que o filho foi atingido por um tiro nas costas após o projétil ultrapassar o porta-malas e o banco do condutor do carro, um Honda Civic.

O homem foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro, mas não resistiu ao ferimento e morreu no próprio hospital.

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado, André Costa, lamentou o acontecimento e disse que esse tipo de ação não é gerado pele Polícia. "O policial, para se defender, não morrer, passa a revidar, é sua obrigação revidar. A circunstância, a gente já está apurando. Logo a gente tenha alguma conclusão, vamos divulgar".

Segundo André Costa, "ninguém sabe ainda de onde partiu o disparo", mas ressaltou que "os novos policiais passam por um treinamento, dão muito mais disparos do que antigamente para melhorar essa questão do emprego de arma de fogo".

Assim como a mãe de Wellington Matias, o titular da Secretaria também espera a apuração dos fatos para poder afirmar de onde saiu o projétil. "Não dá para dizer ainda, a perícia, o laudo, estão sendo realizados. A gente aguarda o resultado para dizer se saiu ou não (da arma de policial)", garantiu.

Bloqueio

A troca de tiros que findou na morte do gestor de call center Wellington Matias foi fruto de uma perseguição policial que já estava ocorrendo desde as ruas do bairro Panamericano.

A SSPDS informou, em nota, que Marcos Lúcio Almeida Silva (22), Paulo Ricardo Barbosa Ferreira (20), Kaison dos Santos Costa (23), além de outro suspeito não identificado - que fugiu na ocasião - fugiram de um bloqueio realizado pelos policiais e efetuaram disparos contra eles.

Na perseguição, o veículo dos assaltantes, um Fiat Punto preto, colidiu com outro carro e capotou. Durante a intervenção policial, Kaison dos Santos foi morto e os outros dois presos.

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