empurrões e assédio

UFC abre sindicância para apurar denúncia de agressão de professor contra aluna

O Centro Acadêmico Dias da Rocha pediu o afastamento do professor em repúdio à situação considerada machismo

17:04 · 14.03.2018 / atualizado às 16:35 · 15.03.2018
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BO do relato do caso circula nas redes sociais ( Foto: Reprodução )
A Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC) determinou a abertura de sindicância para apurar informações, após denúncia de um professor de Física ter agredido com empurrões e cometer suposto assédio contra uma adolescente de 16 anos, dentro da sala de aula, no campus do Pici. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (12).
 
Conforme o relato registrado em Boletim de Ocorrência (BO), o professor chamou a estudante para a frente da sala, alegando fazer demonstração prática da força, segundo a Física. Porém, o suspeito teria empurrado a jovem três vezes, citando ainda frases como "ela gosta, olha, ela tá gostando" e “porrada por trás é sempre mais gostoso". Por fim, o docente teria ainda agarrado a adolescente e a levantado. As agressões foram presenciadas por outros alunos, segundo o documento policial.
 
“Providências serão tomadas logo que a investigação seja concluída. O gabinete do reitor informa que a Universidade ainda não foi notificada formalmente da ocorrência. A UFC repudia qualquer atitude que transgrida a dignidade das pessoas e defende que a relação professor-aluno seja sempre pautada no respeito e na mútua aprendizagem”, informou a instituição em nota.
 
O Centro Acadêmico Dias da Rocha, entidade representativa dos estudantes de graduação de Agronomia da UFC, pediu o afastamento do professor de suas atividades em repúdio à situação considerada machismo.
 
“Seguiremos firmes na luta contra o machismo no meio acadêmico, fortalecemos a importância de nos mobilizarmos juntas, não nos permitiremos silenciar e responderemos de pronto a este tipo de ação machista dentro da universidade”, informou o grupo na nota.
 
O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com a mãe da adolescente, que é delegada da Polícia Civil do Ceará, mas as ligações não foram atendidas.

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