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Trio é preso após matar dono de oficina no Crato

Os três homens foram presos na divisa do Ceará com Pernambuco em razão de um cerco formado pela Polícia

21:49 · 17.04.2018 / atualizado às 21:51
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Foram encontradas com o bando duas pistolas 9mm (de uso exclusivo das Forças Armadas), bem como munição e balaclavas ( Divulgação/PM )

Três homens já conhecidos da Justiça foram presos, na noite desta terça-feira (17), na cidade de Crato, no Cariri cearense, após matarem o dono de uma oficina, que fica na Rua da Vala, próxima ao quartel da 5ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia da região. 

Jorge Dias de Figueiredo, de 40 anos, foi socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A ação comandada pelo major Lucivando Rodrigues prendeu, nas proximidades da comunidade de Batateira, na divisa entre Ceará e Pernambuco: Geovani dos Santos Sousa, 19, conhecido por "Ju"; João Batista Ribeiro Filho, 42, o "Marcondes"; e Wesley Bezerra Batista, 22, o "Bereré". Os três possuem ligação com a facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). A perseguição durou menos de dez minutos. 

De acordo com o major Lucivando Rodrigues, os criminosos estavam sob posse de um veículo Amarok branco, com placas clonadas, quando chegaram à oficina por volta de 18h30 e efetuaram 10 disparos contra Jorge Dias de Figueiredo. Após saírem em fuga, viaturas do Policiamento Ostensivo Geral, do Raio, do Batalhão de Divisas e da Força Tática fizeram o cerco ao veículo, o abordaram e encontraram duas pistolas 9mm (de uso exclusivo das Forças Armadas), bem como munição e balaclavas - utilizadas na ação.

Geovani dos Santos Sousa, o "Ju", já é conhecido dos policiais da região desde a adolescência; ele já praticou diversos crimes, incluindo homicídio, como o desta noite. João Batista Ribeiro Filho, o "Marcondes", já era foragido da Justiça de Campos Sales em razão do assassinato de um mototáxi em 2004. 

Wesley Bezerra Batista, o "Bereré", por sua vez, tem envolvimento com a morte de dois policiais em Jaguaretama. Na hora da abordagem, ele apresentou documento falso, mas não soube informar dados simples, como o nome da mãe e a data de nascimento, causando suspeita nos policiais. 

Informações preliminares dão conta de que a vítima também tinha envolvimento com o tráfico de drogas e trabalhava para uma facção rival. João Dias de Figueiredo já tinha passagem por tráfico embora, aparentemente, estivesse exercendo uma atividade lícita.

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