Final triste

Travesti Hérika morre dois meses após espancamento

Populares encontraram a travesti com a fisionomia irreconhecível e em estado grave, horas depois do crime brutal

15:10 · 12.04.2017 / atualizado às 15:23
Hérika
Hérika Izidório tinha 24 anos de idade e foi assassinada após participar de uma festa de Pré-Carnaval ( Foto: Reprodução )

A travesti Hérika Izidório, 24, morreu por volta de 12h desta quarta-feira (12), no Instituto Dr. José Frota (IJF), exatamente dois meses depois de ser espancada e arremesada de cima de uma passarela da Avenida José Bastos, em Fortaleza.

Hérika voltava de uma festa de Pré-Carnaval, por volta de 4h daquele domingo, dia 12 de fevereiro, quando foi brutalmente violentada por um grupo de homens. 

Populares só encontraram a travesti no início da manhã, com a fisionomia irreconhecível e em estado grave, por ter perdido massa encefálica, e a levaram ao IJF. Depois de dois dias de procura por Hérika, a família a encontrou no hospital.

> A elucidação de Dandara e o abandono a Hérika

Desde então, Hérika travou uma batalha diária pela vida, estando em coma. Segundo a irmã Patrícia Oliveira, a travesti chegou a abrir os olhos algumas vezes, mas não conseguia progredir nas reações. Mesmo assim, a família manteve a esperança de tê-la em casa de novo até os últimos dias.

Ninguém foi preso por ter cometido o crime. O 3º DP (Otávio Bonfim), da Polícia Civil, responsável pela investigação, alegou que a demora em apresentar resultados do caso se deu devido a dificuldade de identificar os criminosos, pois não houve testemunhas do homicídio, nem imagens registradas por câmeras de monitoramento.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.