Suspeito de repassar chips a presos do IPPOO II, advogado é levado à delegacia

Atualização às 14h00min

10:05 · 07.04.2011 por Diego Lage e Rodrigo Coimbra, do Diário do Nordeste Online; Thais Martins, do Portal Verdes Mares

Um advogado flagrado com chips de celular no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II, em Itaitinga, está sendo ouvido na tarde desta quinta-feira (7) na Delegacia Metropolitana de Itaitinga. O homem tem 75 anos e foi conduzido à unidade policial ainda na manhã desta quinta, suspeito de repassar chips a presos.

A Delegacia de Itaitinga informou ao Diário do Nordeste Online, às 14 horas, que o advogado ainda estava sendo ouvido e, em seguida, seria liberado. Estava sendo lavrado um termo circunstanciado de ocorrência, o chamado TCO.

"Não sabia"

A ocorrência no IPPOO II foi confirmada ao Diário do Nordeste Online, imediatamente após o fato, pelo diretor-adjunto do presídio, Elindomar Batista Caminha. O advogado teria 75 anos e foi levado à presença do delegado Deodato Fernandes, na Delegacia de Itaitinga, para prestar depoimento. 

O advogado disse à imprensa que recebeu uma embalagem com o material para ser entregue a um preso, mas não sabia o conteúdo.

Fuga recente

Recentemente, em 5 de fevereiro, houve um resgate de presos da mesma unidade, o IPPOO II, ação em que fugiram presos como o assaltante e sequestrador Alexandre de Sousa Ribeiro, o "Alex Gardenal".

Cinco chips encontrados

O fato envolvendo o advogado aconteceu por volta de 10 horas. De acordo com Caminha, ele foi levado por agentes da Unidade de Apoio Penitenciário (UAP) à Delegacia de Itaitinga, foi apresentado ao delegado Deodato Fernandes.

"Esse advogado veio atender alguns clientes dele aqui (presídio) e, ao descer, passou pelo detector de metal, que alarmou", explica Caminha.

O diretor revela que o advogado teria alegado possuir uma placa de metal no corpo. "Como é uma atitude suspeita, de praxe, foi dada uma geral (revista) nos clientes dele. Achamos cinco chips - um da Claro e quatro da Tim, na embalagem com cartão", detalha.  

Fato recorrente

Não teria sido a primeira vez que o fato aconteceu com o mesmo advogado, segundo Caminha. "Essa atitude dele não é de agora. Ele já teve em outra unidade com atitude suspeita há alguns dias", reitera, referindo-se à Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, vizinha ao IPPOO II. "Os agentes lá deram uma geral nos clientes dele e encontraram chip e celular", revela.

De acordo ainda com Caminha, o advogado teria alegado, também, possuir uma placa de metal no corpo.

TCO será lavrado

De acordo com o titular da Delegacia de Itaitinga, delegado Sidney Ribeiro, seria lavrado um TCO, pois a pena prevista neste caso é inferior a dois anos de prisão. Sidney, no entanto, aponta que o fato configura-se como crime.

Este crime é previsto no artigo 349 do Código Penal e o suspeito pode responder em liberdade.
 
Sidney Ribeiro está de férias e, assim, o advogado foi apresentado em Itaitinga ao delegado Deodato Fernandes, de Guaiúba.

É prematuro para falar, diz OAB
 
A assessoria de imprensa da secção Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou à reportagem que ainda é prematuro para falar sobre o episódio.
 
Mais informações em instantes.

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