Chacina das Cajazeiras

Suspeito de participar da maior chacina do Ceará é preso na Bahia

As investigações das forças policiais cearenses já resultaram na detenção de 12 suspeitos e na morte de outro

Na 'Chacina das Cajazeiras', 14 pessoas foram mortas em um clube de forró ( Foto: Thiago Gadelha )
16:58 · 07.04.2018

Mais um suspeito de participar da maior chacina da história do Ceará - ocorrida no bairro Cajazeiras, em Fortaleza - foi capturado pela Polícia. O baiano Fernando Alves de Santana, de 26 anos de idade, foi preso no Estado onde nasceu, a Bahia. Com ele, já há 12 suspeitos detidos, além de um morto.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), 'Baiano', como é conhecido, foi preso no Município de Seabra.

"Fernando 'Baiano' tinha um mandado de prisão contra si em aberto, expedido após a ocorrência no bairro Cajazeiras, e foi detido em uma ação da Polícia Civil da Bahia, com informações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). A PCCE mantém as investigações acerca do caso", informou a Pasta.

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Suspeito já havia sido preso no Ceará

'Baiano' morava no Ceará e já era reincidente em ações criminosas. Ele e o comparsa Francisco Kelson Ferreira do Nascimento foram presos pela Polícia Militar, no bairro Montese, em Fortaleza, no dia 27 de setembro de 2017, de acordo com informações do site da SSPDS.

A dupla estaria cometendo assaltos na região. Na ocasião, a PM apreendeu duas armas de fogo (revólveres calibres 32 e 38) e recuperou vários objetos roubados. Os criminosos foram autuados pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Entretanto, quatro meses depois, Fernando estaria livre para participar de um crime bárbaro.

14 pessoas foram mortas e 12 suspeitos capturados

A Chacina das Cajazeiras deixou 14 pessoas mortas, na casa de shows 'Forró do Gago', no dia 27 de janeiro deste ano. Oito vítimas eram mulheres. A maioria não tinha antecedentes criminais. Dona de casa, estudante e vendedor de lanches eram algumas das ocupações das vítimas.

A investigação policial descobriu que o crime foi cometido pela facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). O estabelecimento era frequentado por integrantes rivais do Comando Vermelho (CV). 16 suspeitos de participar da matança foram identificados, dos quais 12 foram presos (um já se encontrava no sistema penitenciário); um foi morto em confronto com a Polícia e três seguem foragidos.

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