Chacina do Benfica

Secretário diz que parte das vítimas foi escolhida de forma aleatória; um suspeito é identificado

O secretário afirma que na praça da Gentilândia, as vítimas foram escolhidas. Na rua da sede da TUF, as pessoas foram mortas por estarem uniformizadas

André Costa acredita que parte das vítimas da Chacina do Benfica foi morta de forma aleatória ( Foto: Kleber A. Gonçalves )
13:21 · 10.03.2018 / atualizado às 11:59 · 13.03.2018

Com informações preliminares, o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa afirmou que  as motivações e modus operandis dos crimes, que resultaram em mais uma chacina em Fortaleza, foram diferentes. A Policía acredita que, devido a quantidade de disparos, o ataque na Praça da Gentilândia tem características de execução. Portanto, o secretário afirma que nesse local, as vítimas foram escolhidas. No entanto, trabalha com a linha de que nos outros dois pontos da Chacina, os mortos foram atingidos de forma aleatória porque estavam uniformizados.

 

Investigação

"Estamos com uma equipe de perícia analisando os projéteis. Ainda hoje deveremos ter uma laudo para saber se os projéteis coletados partiram das mesmas armas", explicou. Conforme André Costa, a Força Tarefa não vai participar dessa investigação. Ele justificou que o trabalho dos homens da Força Nacional é de investigação das lideranças de facções. "A priori a investigação é da DHPP(Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa)".

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Um suspeito foi identificado e está foragido. Na Praça da Gentilândia, pelo menos três criminosos participaram, de acordo com imagens de segurança dos estabelecimentos do entorno. Na sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), há confirmaçãoq ue outros dois suspeitos participaram do ataque. A Secretaria garante que há mais criminosos envolvidos, já que foram identificados carros de apoio. 

Sobre os vídeos em que integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) reivindicam autoria do ataque, André Costa acredita a divulgação tem como finalidade desviar a atenção da investigação.

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