Prefeito de Quixeramobim nega denúncias de corrupção na gestão municipal

00:00 · 30.10.2013

O prefeito do município de Quixeramobim, Cirilo Pimenta (PSD), negou, nesta quarta-feira (30), as denúncias do Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) que investiga atos de corrupção da gestão municipal. Segundo o MP, familiares do atual prefeito estariam envolvidos em uma série de atos de improbidade administrativa na cidade.

O prefeito negou que familiares teriam envolvimento Foto: Arquivo

De acordo com o prefeito, a investigação do MP não tem procedência e irá renunciar caso seja provado algo. "A forma como essas denúncias foram colocadas são falsas. Se ele [promotor] provar, eu renúncio. Eu também espero que ele renuncie se não provar isso", declarou.

O prefeito afirmou que seus filhos, genro e irmã estão sendo acusados injustamente. "Meu genro é concursado. Ele trabalhou durante o ano de 2012 e eu ainda não era prefeito. Em janeiro ele tirou férias e recebeu o mês de salário, o que é direito dele. Após as férias ele parou de trabalhar, mas também de receber".

Quanto ao desvio de verbas públicas através das contratações temporárias de seus filhos Antônio Manoel Siqueira Pimenta e Mariana Siqueira Pimenta Cruz, o prefeito disse o salário de R$ 22 mil recebido é referente a plantões na unidade médica em que trabalham. "Meu filho já trabalhava no hospital há mais de dois anos e como os outros médicos ganha por plantão de 24 horas, que pode chegar até a R$ 26 mil. Em outros meses, por exemplo, ele recebeu menos, pois não fez plantões. Já minha filha, que é dermatologista, ganha R$ 6 mil por mês".

Cirilo também negou que a irmã, a vereadora Luíza Cristina Pimenta teria desviado dinheiro público ao transferir verbas da prefeitura para uma conta bancária pessoal. 

Vereadores também são investigados

A operação também teria constatado o pagamento a funcionários e até mesmo 'vereadores fantasmas'. De acordo com o MP-CE, Ana Edna Leite Leitão, Claudianne Borges Saldanha e Francisco Idelbrando Rocha Ferreira recebiam como parlamentares enquanto exerciam cargos do secretariado de outros cargos públicos, acumulando as remunerações que excediam o teto do funcionalismo público municipal, de R$ 12 mil, durante alguns meses.

"O salário de secretario é indivisível. Se você trabalhar um dia, ganha pelo mês todo. Como eles foram afastados dos cargos de secretários, voltaram para a Câmara Municipal e receberam como veradores também".

- Confira entrevista com Cirilo Pimenta

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