Em Fortaleza

Polícia prende quatro membros de facção fortemente armados e evita possível chacina

Grupo criminoso, que se preparava para atacar rivais, foi capturado com oito armas, 200 munições, coquetéis molotov e 5 litros de gasolina

Titular da Draco, delegado Harley Filho, e adjuntos, delegados Alceu Viana e Klever Farias, apresentam resultados da investigação ( Foto: Saulo Roberto )
09:24 · 23.04.2018 / atualizado às 11:44
Grupo estava fortemente armado e se preparava para atacar rivais no bairro Serrinha, em Fortaleza ( Foto: Saulo Roberto )
Presos foram identificados como Albino Afonso Costa (38), Wellington Rodrigues dos Anjos, Maike Serafim de Almeida (23) e Renato Silva de Paiva Aguiar (21) ( Foto: Divulgação PCCE )

Em uma operação realizada na tarde deste domingo (22), a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) evitou o que poderia ser uma nova chacina em Fortaleza. Isso poque, em uma ação conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), os agentes prenderam quatro membros de uma facção criminosa fortemente armados que estavam prestes a atacar rivais no bairro Serrinha.

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De acordo com a polícia, os suspeitos residiam no Itaperi e se preparavam para executar integrantes de uma facção rival, em retaliação a um homicídio ocorrido no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza. Eles foram localizados em uma residência na Rua Nova Holanda, após investigações da Draco. No local, a polícia encontrou um grande arsenal: oito armas de fogo, incluindo três revólveres, três pistolas e duas espingardas calibre 12, mais de 200 munições, três coquetéis molotov, um rojão, 14 balaclavas e cinco litros de gasolina.

Os presos foram identificados como Albino Afonso Costa, de 38 anos, Wellington Rodrigues dos Anjos, que portava RG falso, Maike Serafim de Almeida (23), que também estava com documento de identificação falso, e Renato Silva de Paiva Aguiar, de 21 anos.

Investigações

De acordo com o delegado adjunto da Draco, Klever Farias, a Polícia Civil tem intensificado as investigações de combate ao crime organizado após os ataques ocorridos em março, incluindo o incidente que ficou conhecido como 'chacina do Benfica'. "Ontem recebemos a informação de que essas pessoas preparavam uma investida e conseguimos realizar as diligências. Trata-se de um grupo que atuava basicamente com homicídios, tráfico de drogas e posse ilegal de armas de fogo de uso restrito e permitido", ressalta.

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