Cascalho do Mar

Pai e filho empresários são presos por fraude em licitação

Francisco Dager Mourão de Albuquerque e Wendel Felício de Albuquerque são suspeitos de atuar como líderes de uma organização criminosa

14:46 · 22.05.2018 / atualizado às 14:51

Os empresários Francisco Dager Mourão de Albuquerque e Wendel Felício de Albuquerque foram alvos da terceira fase da Operação Cascalho do Mar, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e pela Polícia Civil.

As instituições cumpriram mandados de prisão preventiva de ambos, pai e filho, respectivamente. Segundo o MPCE, eles são investigados por supostamente serem "líderes de uma organização criminosa que fraudava procedimentos licitatórios para prestação de serviços diversos em prefeituras cearenses".

Além das prisões de Francisco Dager e Wendel Felício, foram cumpridos ainda mandados de busca e apreensão em residências e empresas na Capital e no município de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Celulares, computadores, veículos e documentos foram alguns dos materiais apreendidos na terceira fase da Cascalho do Mar.

A prisão preventiva dos dois foi deferida pela desembargadora Lígia Andrade de Alencar Guimarães, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Além disso, a magistrada também aprovou a prisão de José Darlan Pereira Barreto, preso em razão da Operação Malabares - desencadeada em 28 de março como desdobramento da Cascalho do Mar.

De acordo com o MPCE, pai e filho já haviam sido alvos de investigação similar. No caso, em 2015, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal apuraram se ambos cometiam fraudes em licitações para contratação e execução de serviços de transporte escolar e locação de veículos no âmbito da Operação Linha Amarela. 

A Cascalho do Mar

O MPCE apura a existência de uma organização criminosa, formada por vários integrantes, que criavam empresas atuando em um momento como proprietários e em outro como procuradres. A investigação descobriu que eles usavam "laranjas" para omitir nomes na razão social de algumas firmas a fim de fraudar licitações em prefeituras cearenses.

Algumas empresas não tinham nem patrimônio nem funcionários, que só eram contratados após terem vencido a licitação.

Em dezembro de 2017, foi deflagrada a primeira fase, cumprindo medidas cautelares de prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, condução coercitiva e afastamento de gestores públicos, como o do prefeito de Paracuru, José Ribamar Barroso Batista. Mandados foram cumpridos em Fortaleza, Tauá, Eusébio, Caucaia e Groaíras. 

Na segunda fase, desencadeada no dia 23 de março deste ano, foram presos os empresários e procuradores das firmas investigadas durante a operação.

Nesta terceira etapa, a ação teve por foco os suspeitos de atuarem como líderes da organização.

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