'Masmorras Abertas'

Operação do MPCE afasta coordenadores e diretores da Sejus

A suspeita dos investigadores é que os servidores estejam cometendo irregularidades administrativas e corrupção

14:14 · 16.04.2018 / atualizado às 16:28
CGD
Os presos foram levados à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) ( Foto: Arquivo )

Sete servidores da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), entre agentes penitenciários, diretores de presídios e coordenadores da Pasta, foram afastados por suspeita de irregularidades administrativas e corrupção, na Operação "Masmorras Abertas", deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) na manhã desta segunda-feira (16).

Durante a operação, os promotores do MP cumpriram mandados judiciais e apreenderam materiais para serem analisados. Segundo o promotor Nelson Gesteira, o afastamento dos servidores será "importante para aprofundar as investigações".

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) acrescentou que os servidores são suspeitos de facilitarem a entrada de celulares nas unidades prisionais.

"A ação cumpriu ordens de afastamento das funções públicas de sete agentes penitenciários e mandados de busca e apreensão pessoais, residenciais, e local de trabalho dos envolvidos, com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O mandado foi expedido pelo juiz de Itaitinga, Cristiano Silva Sibaldo de Assunção", afirmou a CGD.

Dois presos

Dois alvos da Operação foram presos por outros crimes, segundo informações do promotor Nelson Gesteira. Entre eles, o titular da Coordenadoria do Sistema Penal (Cosipe), Edmar de Oliveira Santose, e o diretor da CPPL II, Herlano Walquer Falcão Macieira, foram detidos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munição.

Gestores de presídios

Entre os afastados dos cargos, estão três diretores de presídios do Estado, a maioria instalada em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Os presos foram levados à CGD.

"A investigação conjunta do MPCE e da CGD, bem como a operação de hoje, são decorrentes do Termo de Cooperação Técnica assinado entre as duas instituições em 20 de dezembro de 2017. Além das providências adotadas, a Controladoria Geral de Disciplina determinou a instauração do competente Procedimento Disciplinar para a devida apuração na seara administrativa", reforçou a Controladoria.

Nome da operação faz alusão ao fácil acesso dos presos a celulares

A escolha do nome da operação, segundo o Ministério Público, faz referência ao fato de os presos o estado terem fácil acesso a telefones celulares para se comunicarem com "familiares, parceiros do crime, egressos e agentes penitenciários.

 

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