COMPARATIVO

Número de assaltos a ônibus apresenta maior redução desde 2012

Os dados foram apresentados pelo Sindiônibus, em reunião com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS)

Até abril de 2018, foram registrados 143 casos. Melhor resultado desde 2012, quando o mesmo período apresentou 156 casos
22:48 · 16.05.2018 / atualizado às 23:00

O número dos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) em coletivos de Fortaleza e Região Metropolitana da Capital apresentou redução em abril, segundo dados divulgados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus)No período houve queda de 41%, em comparação ao mesmo mês do ano passado. A diminuição foi de 422 ocorrências diante das 797 em 2017. Em relação ao número de assaltos, a redução corresponde a 143 contra 243 ocorrências registradas no ano passado. Essa é a maior queda de roubos a coletivos em seis anos, quando foram registrados 156 casos nos quatro primeiros meses do ano de 2012.

O resultado foi apresentado em reunião, nesta quarta-feira (16), na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Grupo de Trabalho (GT)

Todo mês, se reúnem autoridades responsáveis por pensar em ações de segurança no transporte público de Fortaleza e Região Metropolitana. O grupo busca traçar estratégias para a redução de roubos em ônibus, que transitam pelas 13 Áreas Integradas de Segurança (AIS) de Fortaleza e Região Metropolitana.

O gestor da SSPDS, André Costa, esteve presente, junto com o comandante geral da Polícia Militar do Ceará (PMCE), coronel Ronaldo Viana; e o chefe de gabinete da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Sérgio Pereira. Dimas Barreira, presidente do Sindiônibus, e representantes da Prefeitura de Fortaleza, também integraram as discussões do Grupo de Trabalho (GT).

Mudança na entrada

O presidente do Sindiônibus detalhou o porquê da mudança da catraca no interior dos coletivos e como isso influencia diretamente na redução desses crimes. “Da maneira como ficou, se o assaltante entrar pela porta traseira, ele estará muito distante da catraca. E se ele embarca pela porta dianteira, ele fica relativamente confinado ali, próximo ao motorista e ao cobrador, e terá dificuldade para fugir. Então, isso dificulta a dinâmica do crime e o assaltante pensará duas vezes antes de cometer o delito”, explicou.

Crime com Bilhete Único

O último ponto discutido pelo GT foi o combate a venda ilegal do Bilhete Único, praticada por grupos criminosos especializados em alguns pontos de grande movimentação na cidade. 

Segundo André Costa, a Polícia Civil tem focado nesse tipo de delito, com o objetivo de desarticular esses bandos. “Aliadas às blitze da PM, que ocorrem nas 13 AISs, a Polícia Judiciária age realizando os levantamentos necessários sobre o funcionamento desse esquema ilícito. Além disso, as investigações também focam nas prisões de assaltantes e a soma de todo esse trabalho reflete nas reduções que acompanhamos durante esses quatro primeiros meses”, finalizou o secretário.

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