Polícia investiga

Ligação leva Capitão Wagner a dizer que filha teria sido alvo de tentativa de sequestro

No início da noite, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Ceará descartou ter havido tentativa de sequestro.

18:23 · 16.03.2018 / atualizado às 20:57
capitao wagner
Capitão Wagner esteve na Draco, na tarde desta sexta-feira (16), prestando Boletim de Ocorrência ( Foto: JL Rosa )

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) disse que sua família foi alvo de um atentado criminoso na manhã desta sexta-feira (16). Conforme o político, por volta das 9h30, uma mulher ligou para a coordenação do colégio onde seus dois filhos estudam, se passou por sua esposa, e pediu pela liberação da filha adolescente. No início da noite, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Ceará descartou ter havido tentativa de sequestro.  

"A minha filha ligou para mãe para confirmar se ela estava indo buscá-la. Aí minha esposa negou. Pessoal do colégio logo se assustou. Solicitei as imagens das câmeras para ver se identificamos algum veículo em atividade suspeita e quem esperava por ela lá fora", disse o Capitão Wagner.

Em investigação, a Draco chegou à conclusão que a mãe de uma aluna com o mesmo nome da filha do deputado ligou para o colégio, solicitando a liberação da garota. Porém, um funcionário da escola confundiu-se e chamou a filha do Capitão.

Antes do resultado das investigações, o deputado ressaltou que o suposto atentado assustou a família porque, nos últimos dias, ele esteve na Assembleia cobrando pela CPI do Narcotráfico e instalação dos bloqueadores para sinal de celular nos presídios. "Se de fato isso for uma tentativa de retaliação, pode ser alguma coisa de facção e de dentro do presídio. Dizer que foi uma tentativa de sequestro é algo precipitado. Prestei o Boletim de Ocorrência na Draco. É essencial saber quem ligou. A Polícia já está tomando as providências. Vamos aguardar a investigação", disse o pai da vítima quando saía da delegacia. 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que houve confusão por conta dos nomes das alunas, levando a um ruído de comunicação que fez com que o funcionário buscasse erroneamente a filha do parlamentar em sala de aula. 

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