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Líder indígena é baleada dentro de aldeia em Maracanaú

A Cacique chegou a lutar contra o homem armado, sendo atingida de raspão na nuca

09:15 · 13.09.2018 / atualizado às 14:50
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Cacique Madalena é uma militante da causa Pitaguary há, pelo menos, 20 anos ( Foto: Arquivo Pessoal )

A cacique Maria Madalena (56), líder indígena do grupo Pitaguary, foi baleada por volta das 20h30 desta quarta-feira (12), dentro da aldeia onde vive, Santo Antônio do Pitaguary, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. 

Ela havia ido à casa de um irmão e, quando retornava para sua residência, foi surpreendida por um homem armado. Madalena chegou a entregar o celular ao suspeito, acreditando se tratar de um assalto.

A cacique chegou a lutar contra o homem, sendo atingida de raspão na cabeça. As informações foram confirmadas pela Polícia Militar do Estado do Ceará (PM-CE).

De acordo com uma fonte que não quis se identificar, Madalena foi vítima de um atentado, visto que "é uma liderança do povo e, por isso, combate muitas coisas erradas". 

A vítima registrou ocorrência na Delegacia Metropolitana do local e foi encaminhada a um Hospital de Maracanaú para receber os devidos cuidados. A lesão foi leve e ela já passa bem. 

Diligências

Segundo o comandante da Área Integrada de Segurança 12 (AIS 12), tenente-coronel Océlio Alves, como o suspeito fugiu, a equipe está realizando buscas para encontrá-lo. 

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou, em nota, que o homem teria saído de uma área de vegetação encapuzado, atirado e, em seguida, o voltado para o matagal, escapando em seguida.

A SSPDS garante ainda que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as circunstâncias acerca da lesão. A população pode contribuir com as investigações repassando informações que possam ajudar na elucidação do caso. As denúncias podem ser feitas pelos números (85) 3101-2830 e 3101-2831, da Delegacia Metropolitana de Maracanaú. O sigilo é garantido.

Cacique Madalena é uma militante pela causa Pitaguary há, pelo menos, 20 anos. Seu povo habita terras em Maracanaú, Pacatuba e Maranguape. 

Em 2010, segundo a Fundação Nacional de Saúde, o povo Pitaguary era composto de 3.793 pessoas. A principal problemática desta população diz respeito a demarcação de terras. 

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