Operação Renault 34

Justiça nega quebra de sigilo de interceptações telefônicas a delegado, diz Adepol

O pedido tinha sido feito pelo Ministério Público do Ceará. A Associação dos Delegados deliberou medidas 'em defesa da Polícia Civil'

16:05 · 27.04.2018 / atualizado às 16:49
CGD
MPCE e CGD deflagraram Operação Renault 34, com o objetivo de combater suposto esquema criminoso no 34º DP (Centro), da Polícia Civil ( Foto: Cid Barbosa )

A Justiça negou a quebra de sigilo de interceptações telefônicas ao delegado Romério Almeida e aos outros dois investigados na Operação Renault 34, como havia sido solicitado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). A decisão foi expedida nesta sexta-feira (27), segundo o presidente Associação dos Delegados de Polícia Civil do Ceará (Adepol), delegado Milton Castelo.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) não confirmou a informação, alegando que "o processo corre em segredo de justiça, portanto, não é possível obter mais informações".

A Adepol esteve reunida, em uma Assembleia Geral, na manhã desta sexta (27), e deliberou medidas "em defesa da Polícia Civil". Entre as ações está a de "ajuizar ação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os promotores que expuseram a imagem do delegado Romério Almeida", conforme nota da Associação.

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Outro alvo das críticas do órgão é o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa. Os delegados pretendem entregar uma carta ao secretário, para expôr reinvindicações da categoria, ainda nesta sexta-feira.

A Associação dos Delegados ainda afirmou que irá "requerer da Procuradoria Geral da Justiça (PGJ) a relação dos promotores que residem nas comarcas do interior, com os respectivos endereços (conforme art. 129 da Constituição Federal)". E garantiu que os seus filiados não irão participar "de diligências do MP sem a garantia do órgão de que a imagem do investigado seja preservada (baseado no inciso X, do artigo 5º da Constituição Federal)".

O MPCE tinha solicitado à Justiça, na última quinta-feira, a quebra do sigilo do processo que apura indícios de corrupção no 34º DP (Centro). Conforme o Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) do MPCE, entre o material que poderia ser autorizado para divulgação estão os áudios das interceptações telefônicas entre os suspeitos.

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