Caso de 2017

Homem que atropelou mulher na BR-116 é condenado a 7 anos e 3 meses

Francisca Sulamita morreu com o impacto e teve o corpo dividido ao meio

23:17 · 03.09.2018
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Veículo usado pelo Marluan foi encontrado em oficina alguns dias depois do atropelamento ( Leandro Silva/TV Verdes Mares )

Marluan Teixeira Freire, de 24 anos, acusado formalmente pelo homicídio de Francisca Sulamita dos Reis Marques, de 52 anos, por atropelamento na BR-116 foi condenado nesta segunda-feira (3) a sete anos de reclusão (regime semiaberto) e três meses de detenção (regime aberto) pelo juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, da 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.

Marluan Teixeira foi julgado pelo Conselho de Sentença que, por maioria de votos, reconheceu o cometimento dos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual

Em razão de ele não possui antecedentes criminais, bem como não haver "elementos periciais que permitam aferir peculiaridades sobre a sua personalidade e conduta social", o juiz Edson Feitosa definiu seis anos de reclusão para o crime de homicídio; um para ocultação de cadáver; e três meses de detenção para fraude processual.

Na decisão, o magistrado considerou ainda que Marluan Teixeira pode responder o processo em liberdade uma vez que "não há elementos jurídicos para impedir que recorra solto".

O caso

Na noite do dia 10 de março, Francisca Sulamita estava indo pegar uma Topique para ir para o município de Horizonte, onde morava. Ao tentar atravessar a BR-116, após sair do trabalho, a empregada doméstica foi atingida por um veículo em alta velocidade, quando falava ao telefone com a irmã. Devido ao forte impacto, o corpo da vítima foi desmembrado e somente a parte inferior do corpo foi encontrada no local.

O atropelamento foi gravado por uma câmera de vigilância de uma empresa instalada na rodovia. Como o automóvel estava em alta velocidade, não foi possível identificar, com exatidão, a placa ou modelo do veículo.

Em seu depoimento no 6º DP, Marluan confessou que não possui carteira de habilitação e que dirigia a aproximadamente 100 km/h no momento da colisão. O suspeito disse também que não chegou a ver a vítima e só parou o carro posteriormente para fechar o capô, que subiu após o impacto.

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