Preso em flagrante

Fundador e líder da GDE pode pegar mais de 100 anos de prisão por crimes

Acusado de ser um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras, Auricélio Sousa Freitas, o 'Celinho', possui extensa ficha criminal

13:19 · 12.07.2018 / atualizado às 14:09
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Auricélio Sousa Freitas, o 'Celinho', era um dos nomes mais fortes da facção criminosa GDE ( Foto: Divulgação/DHPP )

Membro da atual liderança da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), Auricélio Sousa Freitas, o 'Celinho', preso em flagrante na última quarta-feira (11) por policiais militares, pode pegar mais de 100 anos de prisão por todos os crimes pelos quais responderá na Justiça, informou nesta quinta (12) o diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Leonardo Barreto. Segundo ele, além de ser um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras, que resultou na morte de 14 pessoas em janeiro deste ano, Celinho também é acusado por organização e associação criminosa, uso de documento falso e diversos outros delitos.

"Além de responder por associação e organização criminosa, além de diversos homicídios consumados e tentados, na eventualidade da Chacina das Cajazeiras, ele foi flagranteado usando documento falso. Assim, responderá a dois processos e pode pegar mais de 100 anos pelos crimes cometidos", informou o delegado.

Um dos principais fundadores da GDE, Celinho possui uma extensa ficha criminal, que inclui, ainda, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele, inclusive, também é suspeito de expulsar dezenas de famílias das suas casas, na comunidade 'Babilônia'.

Conforme a polícia, Celinho foi abordado por volta de 19h, na Avenida Desembargador Moreira, bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, quando trafegava em um Corolla, cor preta, blindado. A prisão foi realizada por uma equipe do Comando Tático Motorizado (Cotam), que informou que ele apresentou um documento com a sua foto e o nome falso de Luis Carlos Domingos da Silva.

Por já saberem de quem se tratava, os agentes realizaram a prisão e apreenderam R$ 3.225,00 em espécie, valor que foi recolhido, no mesmo dia, por Auricélio no bairro Barroso, provavelmente oriundo do tráfico de drogas.

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Polícia apreendeu R$ 3.225,00 em espécie de Celinho, valor recolhido por ele no bairro Barroso. Foto: Divulgação DHPP

Inquérito concluído

No último mês de maio, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou que investigação relacionada ao episódio das 'Cajazeiras' estava finalizada, mas as buscas seguiam aos acusados. Além de Auricélio Sousa Freitas, o inquérito apontou que outros membros da facção ordenaram e organizaram o ataque ao Forró do Gago, são eles: Deijair de Sousa Silva, Noé de Paula Moreira, Misael de Paula Moreira e Zaqueu Oliveira da Silva.

Deijair foi preso no dia 19 de fevereiro deste ano; Noé já estava recluso no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II); Zaqueu foi capturado no Conjunto Ceará, no último 24 de maio; e Misael Moreira acabou detido pela PM, no bairro Parangaba, há uma semana.

"Com a prisão do Auricélio, concluimos definitivamente o inquérito sobre a Chacina das Cajazeiras, elucidando, assim, diversos crimes bárbaros cometidos naquele dia. Fizemos nosso dever constitucional de identificar, prender e colocar à disposção do poder judiciário todos os responsáveis pelo crime", conclui Leonardo Barreto.

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Celinho utilizava um documento com a sua foto e o nome falso de Luis Carlos Domingos da Silva. Foto: Divulgação DHPP

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