decisão

Ex-presidente de cooperativa de transportes tem habeas corpus negado

José Wagner foi preso em flagrante no dia 26 de novembro de 2015

12:04 · 15.07.2017 / atualizado às 12:07

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) divulgou, na última sexta-feira (14), que negou habeas corpus para José Wagner Alves Filho, acusado de ser o mandante de tentativa de homicídio contra Cleson de Sousa Lima, à época presidente de uma cooperativa de transportes alternativos, localizada no município de Pacajus.

De acordo com a relatora do caso, desembargadora Francisca Adelineide Viana, da 2ª Câmara Criminal do TJCE, não existe ilegalidade para a manutenção da prisão por causa da “complexidade do feito”. 

José Wagner foi preso em flagrante no dia 26 de novembro de 2015, sendo denunciado após como mandante da tentativa de homicídio contra Cledson. Segundo o TJCE, o motivo seria “um desentendimento (do acusado) com a vítima, que era presidente de cooperativa, cargo exercido anteriormente pelo réu.” Outras quatro pessoas também são acusadas de participar do crime.

Na situação do crime, a vítima foi perseguida por dois homens em uma moto preta, a qual era acobertada por um carro com outros dois acusados no seu interior, no bairro Mondubim, localizado em Fortaleza. O garupeiro da moto abordou o veículo da vítima e realizou uma sequência de disparos, acertando pelo menos oito em Cleson. Apesar dos ferimentos, Cleson foi conduzido ao hospital e sobreviveu. O TJCE acrescentou que “imagens da câmera de segurança de um condomínio próximo ao local do crime ajudaram a identificar os acusados”.

Em outubro último, um pedido de relaxamento de prisão foi solicitado pela defesa de José Wagner, argumentando excesso de prazo na formação da culpa. Entretanto, o benefício à época também foi negado.

Na última decisão, tomada na última quarta-feira (12), a desembargadora Adelineide Viana destacou que a ação penal “envolve pluralidade de acusados (cinco); delito de difícil apuração (tentativa de assassinato); diversos incidentes processuais, como pleitos libertários e aditamento à denúncia; além da necessidade de cartas precatórias; inexistindo, portanto, afronta ao princípio da razoabilidade”.

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