por morte de jovens

Ex-policiais são absolvidos por unanimidade em júri

O julgamento teve início às 10h30 e terminou por volta de meia-noite desta quarta-feira.

00:39 · 15.11.2017 / atualizado às 20:06
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Em 2013, dois jovens foram baleados, na esquina das ruas Doutor Almeida Filho e Doutor Atualpa ( FOTO: VIVIANE PINHEIRO (27/1/2013) )

Foram absolvidos pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Fortaleza os ex-policiais militares Raimundo Vieira da Costa e José Raphael Olegário França, acusados pela morte de dois jovens, além da tentativa de homicídio contra outros dois adolescentes no Pré-Carnaval de 2013 no Bairro Ellery. Os dois ex-PMs  foram a júri popular nesta terça-feira (14). O julgamento teve início às 10h30 e terminou por volta de meia-noite desta quarta-feira.

Os ex-policiais foram acusados de homicídio qualificado (uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) contra Ingrid Mayara Oliveira Lima e Igor de Andrade Lima, além de tentativa de homicídio com relação às vítimas Alisson da Silva Gomes e Rogério Silva Lima.

Seis testemunhas depuseram. Houve também o interrogatório dos réus e debates da acusação, patrocinada pela promotora de Justiça Alice Iracema Melo Aragão, e da defesa, representada pelos advogados Francisco Nazareno Avelino de Lima, José Vidal Pessoa, Delano Cruz e José Maria Rodrigues Bezerra.

O crime aconteceu em 26 de janeiro de 2013, durante uma comemoração pré-carnavalesca na Praça Manuel Dias Macedo, bairro Ellery. Por volta de meia-noite, a polícia foi acionada para atender ocorrência de perturbação do sossego alheio devido ao alto volume de som de veículos.

Segundo o processo, um tumulto teve início com a chegada da patrulha da PM, que chegou a levar um grupo preso em decorrência da denúncia. A viatura foi, então, atingida por alguns objetos arremessados por pessoas revoltadas com a situação.

De acordo com a denúncia, após esse tumulto, os policiais sacaram as armas e efetuaram disparos, matando Ingrid e Igor e ferindo Alisson da Silva Gomes e Rogério Silva Lima. Os acusados negaram as ações.

O julgamento deveria ter acontecido em setembro, mas foi adiado devido à ausência de representação do Ministério Público. A data era amplamente aguardada por amigos, familiares das vítimas e moradores dos bairros Ellery e Monte Castelo.

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