Afastamento de delegado

'É preciso ter cautela com a exposição das pessoas', afirma delegado-geral da Polícia Civil

Delegado Romério Almeida foi encontrado baleado em sua residência, logo após ser alvo de uma operação do MPCE e da CGD.

13:08 · 26.04.2018 / atualizado às 14:11
Everardo Lima
Para Everardo Lima, "a forma como as operações são reveladas no meio social, um fato que envolve pessoas que tem uma reputação a zelar, é preciso rever" ( Foto: Cid Barbosa )

Logo após o delegado Romério Almeida ser encontrado baleado em sua residência, o delegado-geral da Polícia Civil no Ceará, Everardo Lima da Silva, pregou que "é preciso ter cautela com a exposição das pessoas", em entrevista ao vivo à TV Diário, durante o programa Comando 22, na tarde desta quinta-feira (26).

Romério foi afastado do cargo de titular do 34º DP (Centro), durante a deflagração da Operação Renault 34, do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Controladoria Geral de Disciplina (CGD), por suspeita de corrupção passiva, na última quarta-feira (25).

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"Estamos em orações para que o colega se recupere"

O delegado-geral afirmou que a divulgação do nome dos investigados em operações como essa precisa ser revista. "A forma como as operações são reveladas no meio social, um fato que envolve pessoas que tem uma reputação a zelar, é preciso rever. A Polícia Civil não defende a impunidade. É preciso ter cautela com a exposição das pessoas, do cidadão mais simples às autoridades públicas", defendeu Everardo Lima.

A entrevista foi concedida pouco tempo após o delegado-geral ver Romério Almeida no Instituto Doutor José Frota (IJF), onde está hospitalizado. Segundo ele, o delegado está consciente, orientado e movendo a cabeça. "Estamos em orações para que o colega se recupere", disse.

Visita de outros delegados

Outras autoridades policiais também compareceram à unidade de saúde, para prestar apoio a Romério Almeida, como os delegados Sérgio Pereira, Luiz Carlos Dantas, Jaime Paula de Pessoa Linhares, Marcus Vinícius Rattacaso e Pedro Viana e o comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), tenente-coronel Henrique Bezerra.

A irmã do delegado internado, a também delegada Ana Lúcia Almeida, não compareceu ao hospital, por estar muito abalada com o que aconteceu com o irmão.

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