Em junho

Crimes violentos recuam 38,6% em Fortaleza, mas ocorrências aumentam no Interior

Apesar da significativa queda, a Capital cearense permanece como a região mais crítica do Estado, com 121 casos registrados

Mesmo como melhora nos indicadores, o número de assassinatos no Ceará ainda é elevado, tendo em vista que pelo menos 384 mortes violentas foram registradas em junho ( Foto: Natinho Rodrigues )
10:55 · 13.07.2018 / atualizado às 10:59

Após já ter registrado queda em maio, o número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) - homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte - voltou a cair em Fortaleza no último mês de junho, quando recuou 38,6% ante o mesmo período de 2017. Os dados constam em balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE) nesta sexta-feira (13).

Apesar do significativo recuo, Fortaleza permanece como a região mais crítica do Estado, com 121 mortes violentas em junho deste ano, seguida por sua Região Metropolitana, com 97 casos registrados no mês. No Interior, tanto a região Norte como o Sul do Ceará apresentaram 83 ocorrências de CVLIs no período analisado. 

Diferentemente de Fortaleza e RMF, que também contou com um recuo de 19,8% nos casos de CVLIs em junho, o Interior do Ceará, de um modo geral, apresentou aumento em seus indicadores. Na região Norte, houve alta de 5,1% no registro de crimes violentos, enquanto que no Sul a elevação foi de 7,8%. No mês passado, o Interior Norte já havia registrado alta de 40,3%, segundo a SSPDS-CE.

Número ainda elevado no CE

Mesmo também apresentando queda de 19% em junho, o número de assassinatos no Ceará ainda é elevado, tendo em vista que pelo menos 384 mortes violentas foram registradas no mês, segundo a SSPDS. No mesmo período do ano passado, a pasta contabilizou 474 mortes no Estado. Os relatórios publicados somam as pessoas feridas, que morreram em unidades hospitalares.

No acumulado do ano, o número de crimes violentos no Ceará supera a soma do mesmo período do ano anterior. Isso porque, enquanto nos seis primeiros meses deste ano ocorreram 2.380 execuções, em igual período de 2017 foram cerca de 2.299, representando assim um aumento de 3,5%.

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