Tragédia

Criança morre atropelada na Maraponga, e Polícia investiga o caso

Testemunhas afirmam que quem conduzia o veículo arrastou a criança por cerca de 200 metros

11:45 · 23.10.2016 / atualizado às 19:36
Godofredo
Acidente ocorreu na Avenida Godofredo Maciel e deixou marcas de sangue no asfalto FOTO: KID JÚNIOR
Land
A Land Rover identificada por testemunhas esteve estacionada em frente ao 30º DP e depois foi levada por uma parente da acusada
bicicleta
A bicicleta em que Kaic estava no momento do acidente também foi levada para o 30º DP ( Reinaldo Jorge )

Uma criança de 12 anos foi atropelada e morta na Avenida Godofredo Maciel, no bairro Maraponga, em Fortaleza, na manhã deste domingo (23), quando ia para um culto numa igreja evangélica. A vítima identificada como Kaic Roniele Sousa Gurgel andava de bicicleta  no momento em que foi atingida por uma Land Rover de cor preta.  Testemunhas afirmam que quem conduzia o veículo a arrastou  por cerca de 200 metros e fugiu sem prestar nenhum socorro.

Momentos depois, Ana Paula Rodrigues Muniz se apresentou ao 30º Distrito Policial, no bairro São Cristóvão. Ela afirmou que dirigia a Land Rover, veículo identificado por testemunhas.  O caso foi transferido para o 11º DP, no Pan Americano, onde ela prestou depoimento.  A condutora foi submetida a exames de sangue e alcoolemia na Perícia Forense e, em seguida, foi liberada, de acordo com o advogado Edson Nogueira, que representa a mulher. 

A bicicleta em que Kaic andava no momento do acidente também foi levada para o local. O jovem que estava na companhia da mãe não resisitiu aos ferimentos e morreu durante o socorro prestado pelo Serviço de Atendimento Movel de Urgência (SAMU). O corpo da vítima foi conduzido para o Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira (Frotinha da Parangaba).

A mãe da criança, Katiana Macena de Sousa, também foi à delegacia prestar depoimento. Inconformada, em entrevista à imprensa, ela afirma que presenciou todo o acidente. "Eu vi na hora que ele caiu. Ela viu que tinha batido, por que ela continuou? Se ela tivesse parado, ela não teria passado por cima do meu filho".

Katiana ainda apontou que o namorado da motorista teria afirmado que a acusada acelerou o veículo, pois achava que estava sendo assaltada.

Em depoimento, Ana Paula Rodrigues Muniz afirmou que, ao fazer um retorno na via, sentiu uma pancada no veículo, mas não conseguiu identificar o que havia ocorrido. Após chegar em sua casa, ela decidiu se apresentar ao 30º DP.  Na delegacia, a motorista relatou o caso e salientou que de nenhuma forma sabia se tratar de um acidente. 

O caso será investigado na Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito (DADT).

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