Itaitinga

Controladoria Geral de Disciplina investiga entrada de 56 celulares em presídio

A suspeita é que um agente penitenciário estaria envolvido no crime

56 celulares foram apreendidos na CPPL5
22:06 · 18.03.2017 / atualizado às 18:37 · 19.03.2017

A Delegacia de Assuntos Internos (DAI), da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penintenciário (CGD), investiga a descoberta de 56 celulares, chips e baterias, que entrariam na Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) 5, em Itaitinga. A suspeita é que um agente penitenciário estaria tentando entrar com os ítens para os presos.

O caso teria acontecido à tarde deste sábado (18). Agentes que trabalham na CPPL5 registram um Boletim de Ocorrência (B.O) na Delegacia  Metropolitana de Maracanaú. No entanto, segundo a Polícia Civil, a ocorrência chegou sem autoria e materialidade (os ítens do crime).

>>Sejus registra apreensão de 4,4 mil celulares em presídios

Agora à noite, integrantes da Delegacia de Assuntos Internos (DAI) levaram os ilícitos e instauraram o inquérito policial. A investigação ficará à cargo da DAI por se tratar da suspeita de que um agente penitenciário seria o autor do crime.

Celulares

De acordo com  a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus), em 2016 foram 4.473 celulares apreendidos no inteiror das unidades prisionais do Estado. O número caiu 22% em comparação ao ano de 2015, quando foram recolhidos 5.752.

Desde 2009, a Lei n. 12.012 incluiu o artigo 349-A no Código Penal brasileiro, criminalizando a conduta de favorecimento real, consistente em “ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional”. Pena é de detenção de três meses a um ano. 

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