VIOLÊNCIA

Chacina em Palmácia deixa 5 homens mortos

Uma equipe da DHPP foi encaminhada para a região para investigar o crime, que teria ligação com roubo de gado

Conforme a polícia, as cinco vítimas foram amarradas pelo braço e executadas com disparos de arma de fogo ( Foto: Kid Júnior )
10:20 · 13.07.2018 / atualizado às 16:35
Residência onde as vítimas estavam ( Foto: Kid Júnior )

Cinco homens foram assassinados na manhã desta sexta-feira (13), na localidade Cafundó, no município de Palmácia, a 71,9 km de Fortaleza, segundo fontes policiais à TV Diário. A chacina foi confirmada pelo delegado regional de Baturité, Joel Moraes.

Segundo familiares ouvidos pela reportagem, as vítimas, juntamente com outras duas pessoas, estavam em uma residência na região serrana de Cafundó, quando alguns homens chegaram em um veículo e se identificaram como policiais. Eles alegaram que queriam conversar com os cinco e os retiraram da casa. Na sequência, os suspeitos levaram as vítimas para um lugar mais afastado.

Golpes de foice

Conforme a polícia, as cinco vítimas foram amarradas pelo braço e executadas com disparos de arma de fogo. Há indícios, ainda, de que os homens teriam sofrido golpes de foice dos suspeitos. Segundo informações preliminares da Polícia, todas as vítimas eram agricultores, incluindo um pai e um filho. Alguns também trabalhavam como segurança na região.

Uma equipe da Divisão de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) foi encaminhada para a região para investigar o crime, que teria ligação com roubo de gado, conforme o secretário de Segurança, André Costa.

A reportagem solicitou ainda esta manhã mais detalhes da chacina à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que ainda não se pronunciou.

Sexta chacina no CE em 2018

Com os assassinatos ocorridos em Palmácia, chega a seis o número de chacinas registradas no Ceará neste ano de 2018. A primeira delas ocorreu na localidade remota da Serra Pelada, em Maranguape, no dia 7 de janeiro. Na ocasião, quatro pessoas foram executadas em uma residência por volta de 23h. Os corpos só foram encontrados no dia seguinte.

Pouco tempo depois, no dia 27 de janeiro, no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, quando três carros com homens fortemente armados chegaram ao popular "Forró do Gago" e abriram fogo. Ao todo, 14 pessoas morreram na ação criminosa, que até hoje é a maior chacina já registrada no Estado.

Dois dias depois da ocorrência no bairro Cajazeiras, no dia 29 de janeiro, dez presos foram assassinados em uma rebelião na Cadeia Pública de Itapajé, em uma nova chacina que desencadeou uma crise na segurança pública do Estado. Na ocasião, uma rebelião começou por volta de 8h, quando teve início o banho de sol. Armados com facas e revólveres, presos ligados a uma facção criminosa partiram para cima de outros, culminando na série de assassinatos.

Já no dia 9 de março, sete pessoas foram mortas e outras quatro ficaram feridas em uma chacina no Bairro Benfica, em Fortaleza. Os homicídios ocorreram em três locais diferentes do bairro: na Praça da Gentilândia, na Vila Demétrio e na Rua Joaquim Magalhães, quase esquina com a Rua Major Facundo. Na ocasião, diversos membros da diretoria da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) acabaram falecendo.

Por fim, no dia 28 de junho, três mulheres e um homem foram assassinados a tiros em uma chacina ocorrida no Assentamento Irmã Tereza, no bairro Conjunto Esperança, localizado no município de Quixeramobim, distante 206 km de Fortaleza. Segundo a PM, as vítimas estavam em um barraco quando foram surpreendidas e executadas por um grupo de homens armados de pistola. 

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