Em 2017

Bom Jardim e Jangurussu lideram o ranking dos homicídios de adolescentes na Capital

De acordo com o estudo, 981 adolescentes, com idade entre 10 e 19 anos, foram mortos no Ceará, no ano passado - 414 foram em Fortaleza

11:00 · 22.05.2018 / atualizado às 11:10
Homicídio
O estudo mostra que jovens mais novos e meninas estão morrendo mais, no Ceará ( Foto: Naval Sarmento )

Os bairros Bom Jardim e Jangurussu registraram o maior número de homicídios de adolescentes, em Fortaleza, durante o ano de 2017. Um boletim epidemiológico sobre as ocorrências que tiveram jovens como vítimas na Capital foi divulgado pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA), nesta terça-feira (22).

De acordo com o Comitê, 981 adolescentes, com idade entre 10 e 19 anos, foram mortos no Ceará, sendo 414 na Capital. Destes, 31 jovens foram assassinados nos bairros Bom Jardim e Jangurussu. Em seguida, no ranking, apararecem a Barra do Ceará, com 26 mortes; o Mondubim, com 20; e o Canindezinho, com 17.

O estudo mostra que jovens mais novos estão morrendo mais. Entre 10 e 14 anos de idade, a mortalidade aumentou 207%, de 2016 para 2017; entre 15 e 19 anos, o acréscimo de ocorrências foi de 92%.

O número de jovens do sexo feminino mortas também aumentou. Em 2017, foram 80 crimes de homicídio contra esse público, enquanto em 2016 foram 27, o que significa um incremento de 196%. Em Fortaleza, essa variação chega a 417% de um ano para outro, enquanto em Caucaia dispara para 600%.

Segundo o Comitê, o documento também aborda recomendações para prevenir homicídios de adolescentes no Ceará e cita experiências locais, nacionais e internacionais de enfrentamento à violência letal. Ceará e Fortaleza lideram hoje - entre estados e capitais do Brasil - o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA).

As estatísticas sobre morte de adolescentes no Ceará podem ser ainda mais alarmantes do que os dados oficiais, já que, dos 5.134 homicídios contabilizados em 2017 no Estado, não foi identificada a idade de 402 vítimas de violência letal, pois não constam nos registros da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), conforme o CCPHA.

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