Ataques Criminosos

Ataques a ônibus em Fortaleza esvaziam terminais; motorista fica ferido

Sindiônibus cita 12 ações criminosas a ônibus, enquanto Polícia fala em pelo menos seis ataques. Secretaria de Segurança ainda não confirma nenhuma possível motivação para os crimes.

Após incêndios, estão sendo realizadas abordagens nas vias públicas de maior movimentação e em paradas estratégicas ( VC Repórter )
14:20 · 19.04.2017 / atualizado às 21:09

O início da tarde desta quarta-feira (19) foi marcado por uma onda de ataques aos transportes públicos de Fortaleza. Como consequência da ação criminosa que resultou em ônibus e veículos de empresas incendiados, os terminais ficaram esvaziados na Capital e a população relatou diversos problemas na volta para casa. A Etufor informou que o serviço deve ser retomado ainda esta noite (até 20h30) com metade da frota. De acordo com o órgão, os veículos circularão com reforço policial. 

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) afirmou que uma operação para reestabelecer o serviço de transporte coletivo na Capital e na Região Metropolitana foi iniciada às 18h desta quarta-feira. A ação é coordenada pelo sindicato, Etufor e Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS). "A decisão foi tomada em reunião realizada nesta tarde com o objetivo da retomada da operação do transporte na capital com a devida segurança ao trabalhador, à população e ao patrimônio das empresas", diz o texto.  

Apesar do início da operação para retomada dos serviços, muitos passageiros ainda encontram problemas para se locomover na Capital. Em diferentes pontos de Fortaleza, os usuários dos coletivos lotam as paradas de ônibus e relatam dificuldades para pegar táxis ou mototáxis. 
 

No primeiro comunicado emitido pelo Sindiônibus, a entidade disse que repudiava "veementemente a prática criminosa" de ataques (incêndios e tentativas de incêncios) a 12 ônibus e que "causou queimaduras em um motorista". Em paralelo, o comandante do Policiamento da Capital, coronel F. Souto, confirmou pelo menos seis ataques a coletivos

A cúpula da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social reuniu-se à tarde e há expectativa, confirmada pelo assessoria da Polícia Militar do Estado, que o secretário de Segurança André Costa se posicione sobre os ataques e motivações. 

Muitos boatos e fotos de cartazes de facções criminosas circularam nas redes sociais nesta quarta. A reportagem do Diário do Nordeste flagrou a existência de um cartaz em um dos veículos atacados, cobrando “transferência de imediato da CPPL2”.

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Bairros da Capital e Região Metropolitana

Ainda de acordo com o coronel F.Souto, vândalos atearam fogo em ônibus nas localidades do Barroso, Cidade Jardim, Barra do Ceará, Jangurussu, na avenida Osório de Paiva e Edson Queiroz. Ainda não há informações oficiais, mas moradores de Caucaia, Eusébio e Horizonte reportaram ações contra ônibus nos três municípios.

1ª ação no Barroso

Os ataques teriam iniciado por volta das 12h, no Barroso, onde um motorista ficou ferido e foi socorrido pelo Samu. Conforme a assessoria do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, às 12h10 foram debeladas as chamadas do coletivo incendiado na Rua Confiança, já nas proximidades da Perimetral. 

VÍDEO: flagrantes de incêndio a ônibus em Fortaleza

"Está toda a Polícia Militar e Civil nas ruas mobilizada para investigar esses incêndios", esclareceu o coronel F. Souto.  Ainda de acordo com o comandante, estão sendo realizadas abordagens nas vias públicas de maior movimentação e em paradas estratégicas a fim de evitar novos ataques: "A PM está na ação preventiva e a Civil investigando", acrescentou.

Ônibus: 4 tiveram perda total

Em comunicado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) disse que "repudia veementemente a prática criminosa que provocou o incêndio a doze ônibus e causou queimaduras em um motorista". Segundo a entidade, desde 2014 até abril de 2017, foram incendiados 55 veículos.

Dos 12 veículos, quatro tiveram perda total. O órgão ainda não sabe ao certo quais bairros foram pontos de ataque dos criminosos. A movimentação dos ônibus na cidade continua parada, os terminais fechados temporariamente e não confirmação oficial de qual é porcentagem total da frota que ainda está circulando.

O Sindiônibus informou também que está "envidando esforços junto às autoridades do Estado para que possamos ter segurança para restabelecermos o serviço de transporte de passageiros com a total preservação da vida de trabalhadores, usuários e do patrimônio das empresas".

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