Oito detentos

Agentes retiram presos da CPPL III que estavam marcados para morrer

O presidente do Conselho Penitenciário do Estado (Copen), Cláudio Justa, disse que os agentes “literalmente salvaram a vida dos internos”. Conforme Justa, eles “estavam decretados para morrer pela facção”

22:06 · 29.03.2018 / atualizado às 09:36 · 30.03.2018

Oito presos que estavam recolhidos na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III) foram transferidos da unidade após serem ameaçados de morte pelos rivais. A transferência foi realizada por agentes penitenciários plantonistas e do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) na tarde desta quinta-feira (29) e confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). 

De acordo com a Sejus, os internos foram removidos antes de qualquer tipo conflito. A Pasta explicou ainda que as ameaças eram verbais. A CPPL III abriga internos que se dizem filiados a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 

O presidente do Conselho Penitenciário do Estado (Copen), Cláudio Justa, disse que os agentes “literalmente salvaram a vida dos internos”. Conforme Justa, eles “estavam decretados para morrer pela facção”. 

Claudio Justa explica que, inicialmente, “os agentes da própria unidade perceberam a movimentação para as execuções e agiram para evitar o que seria mais uma chacina”. 

O órgão penitenciário destaca que recomendará para a Secretaria de Justiça elogio funcional para os agentes envolvidos na ação. “Mesmo diante da vulnerabilidade das condições operacionais de trabalho eles agiram heroicamente e evitaram uma chacina na CPLL III”. 

Justa disse ainda que não há informações sobre o motivação de eles terem sido “condenados” a morte, mas “na maioria dos casos, os decretados traíram a confiança da facção”, finalizou. 

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