porteiro executado

Negada liberdade para universitário

01:00 · 13.09.2017
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Passados 14 dias do crime, Ivo Jucá confessou o assassinato e a ocultação do corpo de Roberto Ribeiro

O pedido de habeas corpus de Ivo Santos Jucá foi negado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Segundo a decisão proferida na manhã de ontem, o universitário acusado de matar Roberto de Sousa Ribeiro, 31, que trabalhava como porteiro do prédio onde o executor morava, deve permanecer preso.

Conforme o relator do caso, desembargador Raimundo Nonato Silva Santos, a prisão preventiva do universitário é necessária "pela gravidade concreta do delito e para a garantia da ordem pública". O crime aconteceu na madrugada do dia 11 de outubro de 2016, no bairro de Fátima, em Fortaleza.

O pedido de liberdade do acusado foi negado por unanimidade. O relator afirmou que não existe ilegalidade para a manutenção da prisão quando considerada as "circunstâncias do crime e periculosidade".

À época, o estudante de Direito confessou que matou o porteiro motivado pela suspeita que a vítima tivesse participado de um furto no seu apartamento. Do local, foram levados aparelhos eletrônicos e um revólver.

O corpo de Roberto de Sousa Ribeiro só foi encontrado três dias após a execução, no Município de Palmácia. Passados 14 dias do crime, Ivo Jucá confessou o assassinato e a ocultação do cadáver. Para o irmão do porteiro assassinado, Francinardo de Sousa Ribeiro, a negação da soltura renova a luta da família pela condenação do acusado.

"Diante da negativa, sentimos que a Justiça está sendo feita. Ele premeditou toda a morte do meu irmão. Um assassino desse em liberdade é um risco. Ele não tem equilíbrio psicológico para retornar ao convívio da sociedade. Por enquanto, nos sentimos aliviados e vamos continuar lutando para que ele pague com todo rigor da lei", afirmou o irmão da vítima.

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