DESASTRE AÉREO

Moradores da serra falam do acidente

01:29 · 17.04.2008
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Uma semana depois do desastre aéreo na Serra do Carrasco, na divisa entre o Ceará e o Piauí, as autoridades continuam investigando as causas do sinistro. A delegada regional de Polícia Civil de Campo Maior (PI), Tatiane Bandeira, começou a tomar o depoimento dos moradores próximos do local onde o bimotor Seneca, de prefixo PT-RBS, da empresa Ceará Táxi Aéreo Ltda, caiu no começo da noite de quarta-feira (9). Ela ainda aguarda o laudo da perícia realizado pelo Instituto de Medicina Legal de Teresina.

No local onde ocorreu o acidente ainda restam partes do que sobrou do avião que era pilotado pelo comandante Fernando Antônio Chagas Abreu e que tinha como co-piloto o aeronauta Augusto César Nóbrega, ambos cearenses e com larga experiência em aviação civil, com centenas de horas de vôo.

Paralelamente ao trabalho da Polícia Civil do Piauí, a Aeronáutica, através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) trabalha para também descobrir o que levou o aparelho a cair. O avião se espatifou na mata da Serra do Carrasco por volta das 18 horas, depois de decolar da cidade de Picos. seu destino era Fortaleza, mas antes, faria escala em Crateús e Sobral, no Ceará.

Os moradores das localidades de Serra do Carrasco, Liberdade, Sítio Queimadas e Palmeiras, entre os Municípios de Novo Oriente (CE) e São Miguel do Tapuio (PI) estão sendo convocados para depor na delegacia regional de Campo Maior. Muitos deles relataram ter visto o avião voando muito baixo e com um estranho barulho no motor, além de todas as luzes apagadas.

Indícios

O relato dos moradores da área do desastre poderão corroborar com os indícios iniciais de que o bimotor pode ter sofrido uma pane. Um defeito mecânico teria levado os pilotos a tentar fazer um pouso de emergência no sopé da serra, mas não houve tempo para que eles encontrasse um campo aberto. A aeronave chocou-se com muitas árvores. Apesar de não ter explodido, ficou completamente destruída no ‘mergulho’ na mata fechada.

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