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Juízes negam revogação da prisão do piloto Felipe Morais

01:00 · 18.04.2018 / atualizado às 01:22

A mesma junta de juízes revogou o pedido de relaxamento de prisão de Felipe Ramos Morais, apontado pela Polícia como o piloto do helicóptero utilizado nas mortes de 'Gegê do Mangue' e de 'Paca' e indiciado pelo crime de homicídio. A decisão foi proferida no último dia 3 de abril.

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Conforme a decisão judicial, a defesa do piloto alegou o preceito constitucional da presunção de inocência, ilegalidade no decreto de prisão temporária e que o indiciado possui endereço fixo e profissão definida. "As condições pessoais favoráveis do paciente demonstradas, não impedem, por si, a decretação da prisão temporária, tão pouco conferem ao paciente o direito subjetivo à concessão de liberdade provisória", rebateu o colegiado da Comarca de Aquiraz.

Os juízes acrescentaram que o não cumprimento do mandado de prisão (Felipe Morais segue foragido) é justificativa a mais para a manutenção da medida e que a análise acerca da negativa de autoria não pode ser dirimida através de habeas corpus. O Ministério Público do Ceará (MPCE) já havia emitido parecer contrário ao relaxamento de prisão. A reportagem procurou a advogada Mariza Almeida Ramos Morais (OAB-SP), que representa Felipe Morais, mas as ligações não foram atendidas.

Conhecimento

A investigação policial aponta que Felipe tinha total conhecimento do duplo homicídio contra os líderes do PCC. O envolvimento do piloto com a facção não foi uma surpresa para a Polícia. Ele já havia sido preso com mais sete pessoas, em uma operação conjunta das polícias Federal (PF) e Militar (PM) do Ceará e do Piauí, em 2012, em Picos (PI), quando tentavam transportar 174,8 kg de pasta base de cocaína (avaliada em R$ 2,2 milhões), originária da Bolívia, para o estado cearense.

O grupo foi condenado na 1ª instância da Justiça Federal no Ceará, por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, mas Felipe Morais foi inocentado por falta de provas.

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