Início da manhã é mais perigoso

00:00 · 19.06.2017

O início da manhã, por volta de 6h e 7h, é o horário preferido das quadrilhas de roubos e furtos de veículos, que atuam em Fortaleza, segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Fernando Cavalcante. "As quadrilhas estão tomando muitos carros de manhã cedo, quando as pessoas saem para deixar filho no colégio e para trabalhar. Os assaltantes se aproveitam da vulnerabilidade da vítima".

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Após o roubo, os suspeitos usam o restante do dia para 'esfriar' o veículo. "Eles pegam o carro por volta de 6h30, levam para estacionamentos públicos e deixam lá. Se o carro tiver rastreador, a empresa ou a Polícia vão encontrá-lo. Se não tiver, no final da tarde, eles vão pegar o veículo e já levam para o local, onde vão montar a documentação e fazer a clonagem", conta Cavalcante.

O gerente comercial Victor Moreira foi uma das vítimas de roubo de veículo, em Fortaleza. Ele teve o um Fiat Uno Way, de cor prata, roubado em março de 2016, na frente de casa, no bairro Conjunto Ceará. O carro não foi recuperado até agora, mesmo a vítima tendo prestado Boletim de Ocorrência (B.O.) logo após a ação criminosa. "Não recebi nenhuma informação da Polícia", reclama.

O assalto aconteceu quando Victor chegava em sua residência carregando compras do supermercado, do carro para casa, por volta de 7h. "Dois homens chegaram. Um deles me 'escorou' com um revólver e pediu a chave do carro. Enquanto o outro já estava perto da porta do motorista. Eu disse que a chave estava na ignição. Eles entraram e foram embora".

Um comerciante, que não quis se identificar, teve o carro tomado de assalto, na CE-060, no último dia 7 de junho, e foi feito de refém por 40 minutos, junto com o seu pai, por uma dupla armada.

A vítima conta que trafegava em um veículo Fiat Strada, de cor branca, placas OSG-7533, que estava carregado de produtos alimentícios. Ele saiu de Maranguape, com destino a Palmácia, quando foi abordado no meio da estrada pelos assaltantes, que estavam em um Fiat Pálio, de cor verde.

Os dois homens anunciaram o assalto, mandaram pai e filho pararem o veículo e entraram no Strada, abandonando o Pálio no local. As vítimas só foram liberadas em Pacatuba. No dia seguinte ao roubo, o comerciante prestou Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia Regional de Baturité, mas até agora o veículo não foi localizado.

A vítima lamenta o prejuízo financeiro e conta que o Fiat Strada não tinha seguro. "Isso que é pior. Eles prometeram abandonar o carro. A minha esperança é que o veículo seja encontrado ou a Polícia possa abordar os dois e recuperar".

Cuidados

O delegado Fernando Cavalcante ressaltou que os donos de veículos precisam tomar muito cuidado e observar a movimentação ao entrar e sair de casa; utilizar aparatos tecnológicos, como alarme e câmeras de monitoramento na residência; evitar parar em ruas pouco iluminadas; e conhecer o percurso que está fazendo.

Outro risco é comprar um veículo clonado. "Você tem que conhecer a procedência do vendedor e do veículo. De preferência, mostrar a uma pessoa que entenda de chassis para ver se não é adulterado. E tem que ter muito cuidado com esses aplicativos e com as redes sociais, porque eles aplicam golpes de todo jeito", alertou.

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