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Homicídio dos líderes do PCC: MP emite parecer contra piloto de helicóptero

01:00 · 30.03.2018
Helicóptero
O helicóptero pilotado por Felipe Morais e utilizado no duplo homicídio dos líderes do PCC foi apreendido por policiais de São Paulo, no último dia 1º

O promotor da 1ª Vara da Comarca de Aquiraz, do Ministério Público do Ceará (MPCE), deu parecer contrário ao pedido de relaxamento da ordem de prisão ao piloto Felipe Ramos Morais, na última quarta-feira (28). A solicitação da revogação havia sido requerida pela defesa do suspeito, no último dia 21.

O posicionamento do MPCE foi confirmado pela assessoria de comunicação do órgão, que não entrou em detalhes sobre o parecer, pois o processo corre sob segredo de Justiça na 1ª Vara da Comarca de Aquiraz. O documento assinado pelo órgão acusatório segue para avaliação do Poder Judiciário estadual.

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A reportagem procurou a defesa do indiciado, representada pela advogada Mariza Almeida Ramos Morais (OAB-SP), mas as ligações não foram atendidas.

A prisão temporária do piloto foi decretada pela juíza da 1ª Vara de Aquiraz, no dia 22 de fevereiro deste ano, junto com os mandados de detenção contra os suspeitos Wagner Ferreira da Silva, o 'Cabelo Duro'; Francisco Cavalcante Cidrão Filho; José Cavalcante Cidrão; Samara Pinheiro de Carvalho Cavalcante; e Magda Enoé de Freitas.

Felipe Morais é apontado pela investigação como o piloto do helicóptero que deixou 'Gegê do Mangue', 'Paca' e os executores na reserva indígena Jenipapo-Kanindé, para o cometimento dos assassinatos, no dia 15 de fevereiro último. Ele sabia de toda a trama criminosa, segundo a Polícia Civil cearense.

Mas não foi uma surpresa o envolvimento de Felipe com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele e mais sete pessoas foram presas em uma operação conjunta das polícias Federal (PF) e Militar (PM), do Ceará e do Piauí, em 2012, em Picos (PI), quando tentavam transportar 174,8 kg de pasta base de cocaína (avaliada em R$ 2,2 milhões), originária da Bolívia, para o estado cearense. A suspeita é que a droga pertencia à facção criminosa. O grupo foi condenado na 1ª instância da Justiça Federal no Ceará, por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Entretanto, o piloto conseguiu se livrar da pena por falta de provas contra ele.

Além do tráfico, ele já foi detido pelo menos outras quatro vezes, por pilotar helicópteros sem licença e por irregularidade na aeronave ou no transporte de passageiros.

Aeronave

O helicóptero pilotado por Felipe Morais e utilizado no duplo homicídio dos líderes do PCC foi apreendido por policiais civis de São Paulo, no dia 1º de março deste ano, como mostrou o Diário do Nordeste na edição do dia seguinte. A aeronave foi localizada em uma área de mata em Fernandópolis, Interior daquele Estado, e está sendo disputada pela Polícia de vários estados, inclusive do Ceará, para ser utilizada no combate contra o crime.

A aeronave saiu de São Paulo, abasteceu no Rio Grande do Norte e chegou ao Ceará. Em terra cearense, o helicóptero decolou de um hangar no Eusébio, deixou os executores na reserva indígena, voltou ao hangar, reabasteceu e seguiu para um local na Praia do Futuro (como antecipou o Diário do Nordeste na edição de 22 de fevereiro deste ano). Ali, 'Gegê do Mangue' e 'Paca' embarcaram para serem mortos.

Ao pousarem na reserva indígena, foram surpreendidos e assassinados pelo grupo que já estava lá. Em seguida, levantou voo e saiu do Estado.

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