Vítima era cearense

Homem pega 11 anos de prisão por matar dançarina

O administrador também foi condenado por furtar valores em dinheiro e objetos da ex-namorada

00:00 · 06.12.2017 / atualizado às 00:28
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Antônia de Sousa Vieira, mãe da jovem, Ana Carolina, assassinada em novembro de 2015 por Anderson Rodrigues Leitão, desabafou sobre o feminicídio ( Foto: AE )

Anderson Rodrigues Leitão, acusado de matar a ex-namorada, a bailarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira, por asfixia mecânica em São Paulo, no dia 02 de novembro de 2015, foi condenado a 11 anos e quatro meses de reclusão pelo crime, ontem.

A decisão foi do 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O administrador também foi condenado por furtar dinheiro e objetos da vítima.

Dez anos da pena foram determinados por homicídio qualificado e um ano e quatro meses por furto simples, em regime inicial fechado. Anderson confessou ter esganado a dançarina após uma discussão no apartamento onde ela residia, na Zona Sul da capital paulista.

Após o crime o acusado permaneceu com o corpo da vítima no local, com incensos acesos e um ventilador ligado, para evitar que o odor chegasse fora do imóvel. Em seguida, Anderson fugiu levando U$ 700,00, £ 80,00 e R$ 800,00, além do aparelho celular e cartões bancários da vítima. O corpo dela foi encontrado dois dias depois.

Além de feminicídio, as outras qualificadoras do assassinato são meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

Nascida no Ceará, Ana Carolina foi encontrada morta na manhã do dia 4 de novembro de 2015, no apartamento em que morava na cidade de São Paulo. Dois dias antes, o ex-namorado Anderson foi barrado no edifício, mas insistiu e conseguiu a permissão do porteiro. O boletim de ocorrência relata que os zeladores do prédio sentiram um forte odor vindo do 5° andar. Os zeladores entraram na casa e encontraram o corpo da dançarina em cima da cama e com sinais de violência.

Anderson confessou o crime, contando ao portal G1 que estrangulou a ex-namorada com as próprias mãos.

Ele afirmou que comprou um veneno de rato "porque queria morrer abraçado com ela", tomou o remédio mas este não teria feito efeito em seu organismo. O administrador confessou também, à Polícia de São Paulo, que já esteve preso em Florianópolis por tráfico de drogas.

Ele também respondeu por estelionato, improbidade administrativa, crime de ameaça, desacato a autoridade, lesão corporal e lei Maria da Penha.

"Ele me traiu. Fiz tudo que podia para ajudar uma pessoa que está sofrendo a superar o término (do relacionamento). Levei ele a um psicólogo, na missa... Tudo para que ele tirasse essa fixação na minha filha", desabafou a mãe de Ana.

Concurso

Ana havia participado em junho do mesmo ano do concurso "Bailarina do Faustão".

Na época, chegou a dar uma entrevista ao Diário do Nordeste sobre o concurso.

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