suposto oficial do exército americano

Golpe virtual já soma prejuízo de R$ 330 mil

01:00 · 11.09.2018
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O golpista dizia ter enviado presentes para as vítimas, e que a caixa estaria retida na Embaixada. Para retirar os produtos, precisariam pagar ( FOTO: CELINA DIÓGENES )

A Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) investiga uma série de golpes aplicados, por meio de redes sociais, que vitimou seis cearenses, e causou prejuízo de aproximadamente R$ 330 mil. Para enganar as vítimas, o golpista se identifica como oficial do exército americano em missão de paz em outro país. Ele estabelecia um relacionamento virtual com as mulheres, para depois pedir dinheiro.

Segundo o titular da DDF, Jaime Paula Pessoa Linhares, seis mulheres registraram Boletim de Ocorrência (B.O.) informando situações semelhantes. "Ele se apresenta como oficial do exército americano para começar a conversa, até estabelecer um relacionamento amoroso. Quando ganha a confiança delas, promete vir ao Brasil e se casar. Para cada uma dava um nome diferente", ressaltou.

Com o passar do tempo, o golpista dizia ter enviado presentes para as vítimas, e que a caixa estaria retida na Embaixada. Para retirar os produtos, elas precisariam pagar um valor a um terceiro, que ele apontava como sendo um diplomata. As vítimas, então, realizavam os depósitos.

"Ele dizia que iria mandar celulares importados, anéis de noivados e até um milhão de dólares. O dinheiro, ele pedia para elas guardarem, e o resto era presente. Mas tudo era mentira, não existia nada disso", explica o titular da DDF.

O delegado ressalta que as conversas eram diferentes de acordo com o perfil de cada vítima. "Para uma, ele disse que tinha um filho doente e ficado viúvo recentemente. Para outra, prometia valores milionários. As mulheres confiavam porque até então tudo parecia verdade. Ele tinha fotos com caças americanos, fotos em outros países. Apenas para uma das vítimas, o prejuízo chegou a R$ 300 mil", afirma Jaime Paula Pessoa.

No entanto, nada apresentado nos perfis das redes sociais do golpista era verdadeiro. As fotos utilizadas eram retiradas da internet e os nomes inventados. Harry, Patrick e Jackie eram alguns das identificações criadas. A Polícia identificou as contas bancárias que os depósitos foram efetuados. Em nenhuma delas, os titulares são do Ceará. O delegado explica que o inquérito será encaminhado para a Polícia Civil de São Paulo, onde será investigado, inclusive, se algum dos correntistas é o golpista.

Precauções

O titular da DDF alerta sobre precauções que devem ser tomadas em relações virtuais. "Não se deve realizar depósito a troco de nada, e nem aceitar nenhum valor", enfatiza o delegado. Ele orienta para que possíveis outras vítimas procurem a DDF.

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