Emoção

Estudante de Direito morta em assalto é sepultada

01:00 · 14.04.2018 / atualizado às 19:18
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Dezenas de pessoas compareceram ao Cemitério Parque da Paz, na tarde da última sexta-feira (13), para se despedir da estudante de Direito ( Foto: Helene Santos )

Naquela situação, o silêncio falou. Olhos marejados e entristecidos dos amigos e familiares revelaram a tristeza e o desejo de Justiça para que os responsáveis por executar a estudante universitária Cecília Moura sejam punidos. A jovem foi assassinada com um disparo de arma de fogo na cabeça, na última quinta-feira (12), no bairro Parque Manibura, em Fortaleza.

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Solidários ao pedido feito pela família, dezenas de pessoas compareceram ao Cemitério Parque da Paz, na tarde da última sexta-feira (13), vestindo roupas brancas, como uma forma de chamar atenção para que as autoridades governamentais tomem providências em relação ao caso. “Até quando?”, disseram. 

A pergunta feita pela ex-colega de curso da vítima, Paula Beviláqua, faz-se calar. “Uma menina doce e feliz, que amava viver”. É assim que ela define a jovem, vociferando a solução do caso para que outras “Cecílias, Terezas e Marias” não sejam mais vítimas do mesmo fato.

Para o amigo de Cecília Moura, G. Laureano, faltou solidariedade por parte dos governantes municipais e estaduais em estarem presentes na ocasião. “No dia do aniversário da cidade, o que podemos comemorar?", questiona.

Ele faz crítica aos gestores que, mesmo com a repercussão da morte da estagiária do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), não decretaram luto em nome dela e de outras vítimas do mesmo crime.

Os familiares partilham a mesma ideia: não existe Justiça sem haver punição. A fé, segundo a tia da jovem, Catarina Freitas, serve, no momento, como um ponto de equilíbrio para todos. “O esclarecimento espírita que nós temos é que realmente chegou o momento dela partir, porém sabemos que foi um crime brutal”, relata a familiar.

Namorado

Cecília Moura e Isaac Anderson Barbosa completariam um ano de relacionamento na próxima segunda-feira (16). Emocionado, o namorado lembra que eles se conheceram na universidade, e que nutriu um sentimento pela então companheira durante três anos. Rememorando as características da namorada, ele recorda: “ela tinha um senso de Justiça extremamente aguçado. Era da personalidade dela”, afirma, definindo a jovem como empática e relatando que o casal planejava realizar um projeto para ajudar crianças e idosos.

Como uma forma de homenagear Cecília Moura, a turma de Pós-Graduação que a jovem estudava receberá o nome dela. Contentes com o fato, os colegas, de forma respeitosa, comemoraram. Isaac Barbosa considera fantástico a condecoração. “Ela merece ser eternizada. Agora, assim como para nós, ela terá importância para todos”. 

Conforme o namorado da vítima, o principal desejo neste momento é que seja feita Justiça. “Humanamente, o crime não se explica. A minha vontade é a de que eles sejam condenados da maneira mais severa possível pelo crime que cometeram. Eles nos tiraram algo que ninguém consegue descrever o valor”. (Colaborou Itallo Rocha)

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