facção paulista

Emboscada de líderes causa racha no PCC

01:00 · 05.06.2018 / atualizado às 06:55

Image-1-Artigo-2409426-1Um racha na cúpula da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) está se agravando depois das execuções de Rogério Jeremias de Simone, o 'Gegê do Mangue'; e Fabiano Alves de Souza, o 'Paca'. Os membros da cúpula que eram 'sócios' das vítimas, como Daniel Vinícius Canônico, o 'Cego', e Roberto Soriano, o 'Tiriça', não estariam contentes com a emboscada montada contra Gegê, segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo.

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"Em São Paulo as coisas ainda estão nebulosas. Em um primeiro momento houve uma 'condenação' à morte para os executores do 'Gegê' e do 'Paca', tanto que o 'Cabelo Duro' foi assassinado. Depois, houve uma investigação dentro da própria facção, e os integrantes da rua teriam provado que 'Gegê' e 'Paca' estariam roubando o PCC, matando lideranças na Bolívia, e 'Marcola' teria perdoado os matadores", explicou o promotor.

Lincoln Gakiya afirma que depois que Marcos Willians Herbas Camacho, o 'Marcola' assumiu a liderança da facção, nunca houve racha, ou sequer discussões, na cúpula da facção. "Esse é um momento sem precedentes no PCC e não sabemos exatamente quais serão os desdobramentos. Essa história ainda vai demorar a acabar. Em minha opinião, qualquer ação que tiver envolvimento do 'Fuminho', nada aconteceria se 'Marcola' não tivesse aquiescido. Eles são muito próximos, sócios. Acredito que Marcola sabia. O racha parte daí", afirmou.

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