acusados

Dupla confessa ter 'escolhido' jovem

01:00 · 14.04.2018

Mulher, jovem, sozinha num carro parado com vidro entreaberto numa rua do bairro Parque Manibura. O perfil e as circunstâncias alçaram a estudante universitária Cecília Rachel Gonçalves Moura, de 23 anos, à categoria de "assaltável", na manhã da última quinta-feira (12). Tentando se desvencilhar, ao volante, do homem que desceu de outro veículo para anunciar o assalto, ela foi baleada e morta. Menos de 12h após o crime, a Polícia Civil chegou a dois acusados, autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio consumado, receptação, adulteração de veículo automotor e participação em organização criminosa.

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Leonardo Lima do Nascimento, 22, já respondia por tráfico de drogas, e Antônio Honorato Pinheiro Macedo Lima, 19, tinha passagem por crime de trânsito, conforme o diretor geral da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Leonardo Barreto. Após balearem Cecília, os dois foram presos pela Polícia na Rua Capitão Gutemberg, no bairro Cidade dos Funcionários, próximos à residência de Honorato, ainda na tarde de ontem.

Segundo o delegado Hélio Marques, titular do 13º Distrito Policial, os dois fazem parte de uma quadrilha conhecida por realizar assaltos, com o mesmo veículo, nos bairros Cidade dos Funcionários, Sapiranga e Edson Queiroz, além do Parque Manibura. De acordo com laudo da perícia criminal, emitido na manhã de sexta, o Prisma de cor cinza utilizado pelo grupo tinha chassi adulterado. Nenhuma arma foi apreendida.

Em depoimento à Polícia, Leonardo Lima do Nascimento assumiu a participação no crime; contudo, negou que tenha sido ele a realizar os disparos. O delegado Leonardo Barreto informou ainda que os homens se declaram integrantes de uma facção criminosa, sem, no entanto, detalhar qual. Já segundo Hélio Marques, há outros membros da quadrilha identificados (que respondem por roubo e porte ilegal de arma), mas foragidos.

Os dois homens foram autuados por latrocínio. Questionado sobre o crime ter sido motivado por uma suposta retaliação ao trabalho do irmão de Cecília, um soldado da Polícia Militar, Barreto diz que a probabilidade é "remota". "Tudo leva a crer que foi latrocínio, diante de todos os elementos indiciários, do modus operandi e do histórico do grupo, mas nós temos 10 dias para concluir o inquérito policial. Todas as linhas de investigação serão trabalhadas, não podemos descartar outras hipóteses".

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