Centro de Detenção Provisória

Detentos deverão sair das delegacias

01:00 · 04.07.2018
Camilo detentos
Os detentos deverão ser encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Aquiraz. A nova unidade foi inaugurada pela Sejus, na quinta-feira (28)

O governador Camilo Santana voltou a prometer a transferência dos presos das delegacias da Polícia Civil, de Fortaleza e da Região Metropolitana. Segundo o gestor, os detentos deverão ser encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP), em Aquiraz. A nova unidade foi inaugurada pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), na última quinta-feira (28). A promessa agora é o esvaziamento das carceragens das delegacias ocorra na próxima semana.

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"Deverão ser iniciadas (as transferências) essa semana ou, no mais tardar, na próxima semana. A minha determinação é que, nesse mês de julho, todos sejam deslocados para lá", enfatizou o chefe do Executivo. A previsão dada pelo Governo era que os presos seriam retirados dos xadrezes das delegacias imediatamente após a inauguração da unidade carcerária. Entretanto, os novos agentes penitenciários terão que passar por uma nova capacitação, após tomarem posse do cargo.

"Não foram remanejados ainda porque, hoje, com a vinda desses novos agentes penitenciários, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Segurança Pública, está aqui para capacitar esses profissionais, para que eles saibam como tirar os presos e levá-los para a escola, para o dentista e assim por diante. Eles já tiveram essa capacitação, mas não foi 'in loco'", explicou a secretária da Justiça, Socorro França.

Capacidade

O CDP não tem capacidade para receber todas as pessoas custodiadas pela Polícia Civil, na Capital e RMF. Há 568 vagas no presídio, enquanto há 649 reclusos nos xadrezes das delegacias, segundo relatório, da semana passada, citado pela presidente em exercício do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol), Ana Paula Cavalcante.

"Nossa cobrança vai muito além da retirada dos presos. Não adianta retirar os presos e não retirar as grades. Se não retirar as grades, em um ou dois meses vai encher de novo. Hoje, a manutenção de presos inviabiliza nosso trabalho", afirmou.

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